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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Uma pessoa simples, mas complexa, é aquela…

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… que odeia arrumar a cama, mas não aguenta dormir nela amassada; que cansou de gastar dinheiro com cartomante, mas não resiste à Susan Miller; que sente medo da solidão, mas já planeja a próxima viagem sozinha; que compra chocolate belga, mas se esbalda mesmo é com aquela caixa da Nestlé; que é capaz de comer um tomate por refeição, mas não suporta o suco desse fruto; que odeia pé, mas se rende à reflexologia; que não troca por nada o contato pessoal, mas acredita que nada leva mais alento para a alma a uma carta bem escrita; que ama Frank Sinatra, mas se acende mesmo é com um Zeca Pagodinho; que desconfia e se decepciona com pessoas, mas não deixa de se importar com elas; que se considera chocólatra, mas não na forma de sorvete; que vive inquieta, mas sente paz no silêncio; que não larga o iphone, mas se entorpece com cheiro de livro; que odeia barata, gafanhoto e mariposa, mas se encanta com a anatomia da lagartixa na janela de vidro; que prefere calça, mas ganha elogios com a saia rodada; que conta os fios brancos na cabeça, mas esconde com corretivo as espinhas; que adora um bistrô, mas não nega um macarrão com salsicha; que adora frases feitas, mas brada por criatividade; que gosta de palavras, mas grava mesmo fotografias; que gasta com um Kerastase, quando seu cabelo responde a um Fructis; que leva a vida a sério demais, mas procura fazer dela poesia.

Quando se entrega as rédeas da vida

Duda, em Cerro Campanario, em San Carlos de Bariloche (arquivo pessoal)

Duda tinha um sonho bem guardado no fundo da alma. O motivo para suprimir aquele desejo do coração não é nada incomum: assumir as rédeas da vida. “Depois que terminei a universidade, eu tive um momento largo de turbulências consecutivas em relação a trabalho, amor e família. Em cada “chacoalhada” que recebia em minha vida, eu respirava fundo, ordenava tudo e seguia adiante. Quando tudo parecia estar estável, vinha outra sacudida”. Quando a exaustão chegou ao limite, ela resolveu reescrever sua história e transformar o que parecia utopia em realidade.  Continuar lendo “Quando se entrega as rédeas da vida”

Quando a saudade é eterna

É na Rua Paulo Pedro Heidenreich que a nobre senhora fincou raízes. Desde então, divide sua atenção entre a civilização e a natureza pulsante do sul da ilha onde vive. Seus dias são preenchidos pelo brado das gaivotas, pelo ronco dos motores dos automóveis e pelos sussurros dos pescadores. Com os fragmentos de histórias trazidos pelo vento indócil, ela se deleita e revive as memórias e a saudade eterna de quem lhe deu a vida. Continuar lendo “Quando a saudade é eterna”

Quem sabe um (outro) dia…

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* Por Juliana da Mota Camargo
Olhando pela janela da vida, em alguns momentos, enxergamos por meio de um vidro embaçado e com névoa a chuva molhando a todos de forma alegre, como se só nós tivéssemos sido privados de todas as possibilidades que a vida carrega. Como se todos conseguissem colher estes momentos de alegria, mas nós não. Como se a vida tivesse escolhido para nós o vazio, ou como se a nós não coubessem escolhas. Para o resto do mundo tudo, para nós nada além de isolamento e culpa.

Retratos do Cotidiano (I)

Quando a alma pede descanso, saio do casulo para respirar. Ocupo uma mesa sozinha e noto que sou a única a simplesmente… contemplar. Há um moço mergulhado na tela à sua frente; na mesa ao lado, uma moça lê enquanto a outra, na outra ponta, devora um sanduíche. Duplas e trios se perdem em universos paralelos que se formam ao meu redor.

Ouso eleger uma preferida: uma senhora de cabelos brancos e vívidos olhos risonhos que fala animada, incentivada por um senhor que move gentilmente a cabeça, sem perder uma palavra, uma acentuação, um gesto, uma breve respiração da sua interlocutora. Em certo momento, depois de muito tempo, a conversa se inverte e é ela quem o escuta atentamente. Do seu jeito e no seu tempo, eles protagonizam uma dança, como as folhas das árvores que reagem ao vento, pintando o céu nublado.

[Dose Extra] A Bússola do Sucesso

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Você já deve ter ouvido que nós não escolhemos os livros – eles o fazem. O motivo nem sempre é claro, mas há sempre um (pelo menos!), escondido entre parágrafos e linhas. Uma verdadeira pedra preciosa, esculpida só para você.  Leia Mais

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