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O melhor da vida na nuvem

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vida

O Adeus

A gente não gosta de pensar na morte

porque ela representa um corte

só que talvez não seja assim

ela pode não ser um fim

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Caçadores-coletores

Margaret ganhou esse nome em homenagem a uma antropóloga famosa de quem seu pai, professor de História, era grande admirador. Foi com ele que ela aprendeu a estudar hábitos e costumes de civilizações antigas, vibrando com cada descoberta de pesquisadores,  arqueólogos e cientistas. Com a mesma curiosidade com que investigava o passado, ela também passou a observar o presente. Deslumbrava-se com as semelhanças entre a sua geração e aquela que visitava nos livros e museus.

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O banqueiro

Era assim que João era conhecido no bairro onde morava. Trabalhou a vida inteira em um banco. Sua dedicação era elogiada pelos chefes: era o primeiro a chegar e o último a sair. Mal almoçava e férias, bem, essas ele fingia que desfrutava, porque continuava a frequentar o banco, só para desafogar os colegas e atender clientes preferenciais.

Nunca se casou. Com os vizinhos, por falta de tempo, era monossilábico. Não tinha amigos e até a família ele tratava como os clientes – com simpatia, na mesa de trabalho, tentando resolver mais de um problema ao mesmo tempo. Não sabia agir de outra forma. Não sabia viver de outra forma. Ao trabalho se resumia a sua vida; o banco era o seu sobrenome. Até o dia em que sua ausência foi sentida. Onde estava João?

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Tela em branco

Os amigos estranharam a aparência de Heloísa, que desembarcara do México usando nada além de calça jeans, camiseta branca e tênis. Estava sem maquiagem, não exibia aquele sorriso malicioso, nem destilava piadas e ironias entre frases tiradas dos diários da sua artista favorita.


Heloísa era conhecida por seu fascínio por Frida Kahlo e gostava de colorir seu mundo como a pintora mexicana. Seus cabelos só não eram mais longos que os colares que lhe caíam sobre o colo e alongavam sua silhueta. Flores sempre adornavam seu rosto ou roupa e, mesmo no calor tropical, não dispensava o uso de botas pesadas.


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Só uma palavra ou um estilo de vida?

Impermanência, palavra mais bonita, que me acalma e me anima a seguir com a vida; palavra mais assustadora, que me faz sentir oca, desesperada e sofredora.

Impermanência, lista provavelmente infinita: é dedo na ferida, lágrimas caídas, emoções vividas, imaginação viva.

Impermanência, que varre tudo: sentimento, experiência, conflito, relação, briga, birra.

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A moça do Kindle

Ela o carregava dentro de uma bolsa pequena de couro marrom. Uma biblioteca compacta, com livros em Português, Espanhol e Inglês, dos mais diferentes gêneros, apropriados a diversas situações, propósitos e humores.

Era a ele que ela recorria no metrô ou na sala de espera do dentista; entre reuniões ou nas fugas repentinas para um almoço solitário, só para terminar aquele capítulo que lhe esmagava o peito.

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Nublado

fui sendo engolida
sem colocar medida
por uma força maligna
discreta e inimiga

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A pianista mais sábia do mundo

Ela tem página na Wikipédia e teve sua história retratada por jornais nos quatro cantos do mundo. Colette nasceu às vésperas da I Guerra Mundial e ainda carrega em si o espírito de La Belle Époque.

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