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Quando se entrega as rédeas da vida

Duda, em Cerro Campanario, em San Carlos de Bariloche (arquivo pessoal)

Duda tinha um sonho bem guardado no fundo da alma. O motivo para suprimir aquele desejo do coração não é nada incomum: assumir as rédeas da vida. “Depois que terminei a universidade, eu tive um momento largo de turbulências consecutivas em relação a trabalho, amor e família. Em cada “chacoalhada” que recebia em minha vida, eu respirava fundo, ordenava tudo e seguia adiante. Quando tudo parecia estar estável, vinha outra sacudida”. Quando a exaustão chegou ao limite, ela resolveu reescrever sua história e transformar o que parecia utopia em realidade.  Continuar lendo “Quando se entrega as rédeas da vida”

Quando a saudade é eterna

É na Rua Paulo Pedro Heidenreich que a nobre senhora fincou raízes. Desde então, divide sua atenção entre a civilização e a natureza pulsante do sul da ilha onde vive. Seus dias são preenchidos pelo brado das gaivotas, pelo ronco dos motores dos automóveis e pelos sussurros dos pescadores. Com os fragmentos de histórias trazidos pelo vento indócil, ela se deleita e revive as memórias e a saudade eterna de quem lhe deu a vida. Continuar lendo “Quando a saudade é eterna”

Quem sabe um (outro) dia…

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* Por Juliana da Mota Camargo
Olhando pela janela da vida, em alguns momentos, enxergamos por meio de um vidro embaçado e com névoa a chuva molhando a todos de forma alegre, como se só nós tivéssemos sido privados de todas as possibilidades que a vida carrega. Como se todos conseguissem colher estes momentos de alegria, mas nós não. Como se a vida tivesse escolhido para nós o vazio, ou como se a nós não coubessem escolhas. Para o resto do mundo tudo, para nós nada além de isolamento e culpa.

Retratos do Cotidiano (I)

Quando a alma pede descanso, saio do casulo para respirar. Ocupo uma mesa sozinha e noto que sou a única a simplesmente… contemplar. Há um moço mergulhado na tela à sua frente; na mesa ao lado, uma moça lê enquanto a outra, na outra ponta, devora um sanduíche. Duplas e trios se perdem em universos paralelos que se formam ao meu redor.

Ouso eleger uma preferida: uma senhora de cabelos brancos e vívidos olhos risonhos que fala animada, incentivada por um senhor que move gentilmente a cabeça, sem perder uma palavra, uma acentuação, um gesto, uma breve respiração da sua interlocutora. Em certo momento, depois de muito tempo, a conversa se inverte e é ela quem o escuta atentamente. Do seu jeito e no seu tempo, eles protagonizam uma dança, como as folhas das árvores que reagem ao vento, pintando o céu nublado.

[Dose Extra] A Bússola do Sucesso

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Você já deve ter ouvido que nós não escolhemos os livros – eles o fazem. O motivo nem sempre é claro, mas há sempre um (pelo menos!), escondido entre parágrafos e linhas. Uma verdadeira pedra preciosa, esculpida só para você.  Leia Mais

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