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A escrita que liberta e cura

Quando era menina, Bruna preenchia diários e mais diários com seus pensamentos e aventuras. A prática se tornou tão prazerosa que virou profissão. Autora de quatro livros, incluindo a biografia de Sidney Magal e Roberto Menescal, ela nunca abandonou o mergulho interior – pelo contrário, percebeu que, ao ampliar o olhar sobre o seu universo, seu ofício saía ganhando. Incansável, formou-se em Psicanálise e se dedica hoje, entre outras atividades, a ajudar pessoas na busca pelo autoconhecimento através da escrita. Trata-se da Escritoterapia. Continuar lendo “A escrita que liberta e cura”

Uma pessoa simples, mas complexa, é aquela…

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… que odeia arrumar a cama, mas não aguenta dormir nela amassada; que cansou de gastar dinheiro com cartomante, mas não resiste à Susan Miller; que sente medo da solidão, mas já planeja a próxima viagem sozinha; que compra chocolate belga, mas se esbalda mesmo é com aquela caixa da Nestlé; que é capaz de comer um tomate por refeição, mas não suporta o suco desse fruto; que odeia pé, mas se rende à reflexologia; que não troca por nada o contato pessoal, mas acredita que nada leva mais alento para a alma a uma carta bem escrita; que ama Frank Sinatra, mas se acende mesmo é com um Zeca Pagodinho; que desconfia e se decepciona com pessoas, mas não deixa de se importar com elas; que se considera chocólatra, mas não na forma de sorvete; que vive inquieta, mas sente paz no silêncio; que não larga o iphone, mas se entorpece com cheiro de livro; que odeia barata, gafanhoto e mariposa, mas se encanta com a anatomia da lagartixa na janela de vidro; que prefere calça, mas ganha elogios com a saia rodada; que conta os fios brancos na cabeça, mas esconde com corretivo as espinhas; que adora um bistrô, mas não nega um macarrão com salsicha; que adora frases feitas, mas brada por criatividade; que gosta de palavras, mas grava mesmo fotografias; que gasta com um Kerastase, quando seu cabelo responde a um Fructis; que leva a vida a sério demais, mas procura fazer dela poesia.

Quando a saudade é eterna

É na Rua Paulo Pedro Heidenreich que a nobre senhora fincou raízes. Desde então, divide sua atenção entre a civilização e a natureza pulsante do sul da ilha onde vive. Seus dias são preenchidos pelo brado das gaivotas, pelo ronco dos motores dos automóveis e pelos sussurros dos pescadores. Com os fragmentos de histórias trazidos pelo vento indócil, ela se deleita e revive as memórias e a saudade eterna de quem lhe deu a vida. Continuar lendo “Quando a saudade é eterna”

Retratos do Cotidiano (I)

Quando a alma pede descanso, saio do casulo para respirar. Ocupo uma mesa sozinha e noto que sou a única a simplesmente… contemplar. Há um moço mergulhado na tela à sua frente; na mesa ao lado, uma moça lê enquanto a outra, na outra ponta, devora um sanduíche. Duplas e trios se perdem em universos paralelos que se formam ao meu redor.

Ouso eleger uma preferida: uma senhora de cabelos brancos e vívidos olhos risonhos que fala animada, incentivada por um senhor que move gentilmente a cabeça, sem perder uma palavra, uma acentuação, um gesto, uma breve respiração da sua interlocutora. Em certo momento, depois de muito tempo, a conversa se inverte e é ela quem o escuta atentamente. Do seu jeito e no seu tempo, eles protagonizam uma dança, como as folhas das árvores que reagem ao vento, pintando o céu nublado.

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