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Exilados e estrangeiros

Poster do filme Medianeras

Luiza só queria comprar um remédio para dor de cabeça quando foi lembrada da sua condição. Ela não tinha percebido os olhares lançados em sua direção enquanto esperava na fila e falava com a mãe, em Português, por telefone. “Volte para o seu país”, disse um senhor ao esbarrar com certa violência nela. Todo mundo viu, ninguém se manifestou a seu favor. Foi, então, que ela se deu conta: após deixar o Brasil e conquistar outra cidadania, ela virou uma estrangeira – no país onde nasceu, no país que a acolheu.

José conhecia bem esse sentimento. Como muitos, ele deixou o sertão nordestino para sobreviver em São Paulo. Morava na Zona Leste e trabalhava como guarda noturno em um condomínio da Zona Sul. Pouco convivia com amigos e familiares, mal conhecia os colegas do edifício onde passava seis noites da sua semana, era somente uma sombra para os moradores daquele prédio.

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A escrita e a culinária de cada dia

Entre a escrivaninha e o fogão há mais semelhanças do que se pode imaginar. O processo para criar um texto e fazer o almoço segue, na minha opinião, a mesma fórmula: é uma grande jornada entre o mundo interior e exterior, temperada de aventuras e emoções.

Há de se começar sempre com um plano. Um bom texto surge de um roteiro bem definido – com objetivos e elementos para prender a atenção volúvel do leitor e lhe arrancar suspiros, likes e resenhas positivas. O sucesso do almoço também depende de um cardápio estruturado, que dará o tom de todo o preparo – da organização aos ingredientes que não podem faltar para agradar aos mais diferentes paladares e estômagos.

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O que você faz com papel e caneta?

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Eu construí, meio sem querer, a minha vida.

Ainda menina, eu descobri a mágica que acontecia ao espalhar palavras sobre papel. Eu não ligava para brinquedos e até mesmo livros. Gostava mesmo era de manchar meu mundo com fontes e cores das cartas que recebia de várias partes do planeta.  Leia Mais

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