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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

O Amor

Foto: @tatirlima

Tirei essa foto na porta de uma igreja enquanto espiava o casamento de um jovem casal. O noivo chegou acompanhado dos amigos, em motos que rosnavam. A noiva foi mais discreta, em um carro pequeno, onde só havia espaço para ela e os pais. Quando entrou na igreja, ele chorou copiosamente. As lágrimas de amor dele provocaram os neurônios-espelho dos demais, inclusive de quem nem os conhecia. 0/

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Gente de verdade

Quem é feito de carne, osso e emoções sabe que a vida é bem diferente do feed do Instagram. Há conflito, mau humor, dilemas, decepções, tristeza, surpresas…

O dia 17 de novembro de 2021 poderia ter sido só mais uma quinta-feira na vida de Grazi. Imagine só: ela acordou cedo, pronta para um banho energizante, quando descobriu que o aquecedor de água não estava funcionando. Foi preparar o café da manhã e… o micro-ondas pifou. Sacudiu a poeira para enfrentar a agenda e… foi alvejada por um passarinho.

Sabe o cabelo lavado com água fria?

É, então…

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Dia da Árvore

Foto: @tatirlima

Neste 21 de setembro, Dia da Árvore, celebro como a nossa relação com o mundo se transforma com o passar dos anos. Na infância, as árvores são um playground. Tá, tá bom, eu confesso que não tinha lá muita competência para escalá-las, mas adorava colher seus frutos, folhas e flores para fazer comidinhas que nem as minhas bonecas engoliam. Quem sabe essa brincadeira inocente já era um presságio de que, adulta, eu me tornaria vegetariana e me divertiria descobrindo novas formas de consumir os mais diferentes legumes e verduras. 

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Rainha Santa Isabel

Rainha Santa Isabel, contemplando Coimbra, no Mosteiro Santa Clara-a-nova (Foto: @tatirlima)

Isabel tinha 12 anos quando o seu casamento com um homem mais velho foi acertado. Deixou tudo para trás e entregou o seu coração ao desconhecido. Só não abriu mão da sua devoção, cultivada pelo avô, católico fervoroso.  

O tal marido era Dom Dinis, rei de Portugal e do Algarve, que soube fazer bons préstimos dos talentos da esposa. Com o poder da empatia e das palavras, Isabel mediou conflitos e evitou guerras – até com o próprio filho, revoltado com a inclinação do pai a reconhecer como seu sucessor o filho bastardo.  

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Eu conheci…

Foto: Julião Armento/ Museu Coleção Berardo – Portugal

Eu conheci um homem que deixou tudo para trás para viver o sonho de hastear sua bandeira nos 4 cantos do mundo. Em um deles, porém, sua âncora caiu e dali ele nunca mais saiu. Vive há sete anos a aventura de criar raízes em um lugar novo, em uma cultura nova, já partes de si.

Eu conheci uma mulher que se refugiou do outro lado do oceano há 40 anos. Fugiu de um relacionamento tóxico e não encontrou forma de se libertar a não ser deixar tudo e todos. Em outras terras, em outro idioma, reconstruiu-se. Hoje volta ao seu país com a alma cheia de saudade e o olhar, de curiosidade. Faz planos de voltar, porque sabe que nunca conseguiu chamar outro lugar de lar.

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Amadurecimento ou Morte

Independência ou Morte, 1888, óleo sobre tela, 415 cm x 760 cm, Pedro Américo, Museu Paulista da USP, São Paulo.

Assim como o cinema toma lá suas liberdades, o mesmo ocorre com as artes plásticas. O famoso quadro de Pedro Américo, que ilustra nosso imaginário com o ocorrido há exatos 200 anos, às margens do Ipiranga, não é uma representação fiel do que realmente aconteceu . “Na época, a construção de uma identidade nacional raramente era feita mostrando-se à realidade nua e crua dos eventos históricos”, explica Pedro Rezzutti em “D. Pedro – A história não Contada”.

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A viagem

Foi em um 14 de agosto, há exatos 200 anos, que D. Pedro partiu para apaziguar ânimos em SP.

Ao lado do pai e da avó, foi o primeiro príncipe de uma casa real europeia a por os pés no Novo Mundo. Foi descrito por um embaixador francês como “uma pomba em meio a corujas”. Seu biógrafo Paulo Rezzutti diz que ele era um “homem impulsivo, de riso fácil, de educação abrutalhada e sem refinamento.”

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Adocica, meu amor, adocica

Fonte: Dreamstime

Li, recentemente, a história de um grupo perseguido e expulso das terras onde vivia. A palavra “refugiados” não existia naquela época, por volta do século VII. Ainda assim, como hoje, a chegada dessas pessoas “estranhas” à costa oeste da Índia foi tumultuada, pois muitos moradores se mostraram contrários à permanência deles ali.

Diante do burburinho, o rei chamou o grupo para uma audiência, na qual expressou sua preocupação da seguinte maneira: “Este copo de água sobre a mesa é o meu reino. Está cheio de água, está cheio de gente. Não há espaço para mais água, não há espaço para mais pessoas.”

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