Não tenho vontade de nada
Só de escutar o silêncio
Só de me desligar do mundo
Só de observar os ponteiros
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Continuar lendo “Já não sei quem sou eu”Não tenho vontade de nada
Só de escutar o silêncio
Só de me desligar do mundo
Só de observar os ponteiros
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Continuar lendo “Já não sei quem sou eu”
Caros leitores,
nos últimos tempos, tenho postado resenhas, crônicas e poesias no substack irmão deste blog, o Doce Caminho. Convido todos a conhecê-lo.
Obrigada pelas visitas e trocas. Que 2026 seja repleto de boas histórias!
Boas festas!
Queria fazer poesia
Sem saber se ainda poderia
Não porque me falte alegria
Respiro o essencial todos os dias
Debaixo de uma oliveira
Fui informada do que viria
A morte derradeira
O despertar de uma nova vida
Difícil não reparar em B — e não falo do porte físico bem definido, mas da presença. Sempre bem-humorado, educado e ágil. Por isso, sou sempre atraída para o caixa dele, mesmo que esteja mais movimentado.
Um dia, entre um item e outro, ele revelou que gosta de cantarolar mesmo quando está triste. Contou que, embora seja comunicativo, tem dificuldade de expressar o que sente, então por meio de uma música ele consegue atravessar o que incomoda e libertar o que não serve.
Ontem, ele estava treinando uma colega para operar a balança, o caixa, tudo. “Mas a melhor parte,” disse para ela, “são os clientes. Poder conhecer pessoas novas, trocar ideias.” Contrariando o filósofo, que disse que o inferno são os outros, para ele, não é. Não mesmo.
Continuar lendo “[Paulistanos Anônimos] O que a vida quer da gente?”Eu aposto que aquela menina que preenchia cadernos e diários com poesias e histórias jamais imaginaria que a sua paixão pela escrita a conduziria a um propósito tão especial.
Há mais de 20 anos Marisa Fonte encontrou espaço entre contos e artigos para explorar um novo caminho: a literatura espírita. Essa vertente aborda conceitos profundos como a continuidade da vida e a reencarnação, dando voz a histórias que atravessam planos e dimensões.
O primeiro romance, “Minha vida do outro lado da vida”, surgiu de uma parceria tão improvável quanto significativa. Ela e Roberta lecionavam Inglês na mesma escola. Embora não fossem amigas, havia entre elas algo que transcendia o respeito entre colegas. “Eu sempre admirei o sorriso largo e a alegria dela”, conta.
Roberta faleceu precocemente – aos 23 anos, de leucemia. Contudo, o vínculo entre elas não se encerrou ali – pelo contrário, os encontros extrapolaram os limites do ambiente escolar.
Continuar lendo “A escritora que conecta dois mundos”Cega e esquecida. Esse também foi o destino de outra mulher extraordinária, nascida no século XVIII, dessa vez, em Setúbal, Portugal. Ela foi a terceira dos cinco filhos de um professor de música, que trocou as aulas no interior por um emprego de copista de orquestra na capital. Apostou que lá ele poderia dar mais condições à família extensa – e não estava errado.
Continuar lendo “[Músicas e Histórias] Da Glória dos Palcos ao Silêncio do Tempo”Conheci outro D pelas ruas de São Paulo. Entre os pontos em comum com o primeiro está o nome, não exatamente igual, mas uma variação do outro, também cheio de vogais, com a terminação “son”.
“Eu fui colocado no mundo para morrer”, anunciou ele logo nos primeiros minutos de conversa. Sua história é menos trágica do que a sua frase sugere, mas não menos interessante.
Continuar lendo “D: O Filho do Fim do Mundo e o Começo de Tudo”