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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

O amor é uma via de mão dupla

Dizem que a gente tem que aprender a silenciar em qualquer lugar – até no trânsito ou no escritório, nem que seja por um minuto apenas. Na praia, porém, é muito mais gostoso, principalmente depois de uma caminhada. Parece que uma parte da carga já foi descarregada e tudo fica mais fácil – respirar, escutar, se entregar. Continuar lendo “O amor é uma via de mão dupla”

A Dona da Casa dos Sonhos

Era uma vez uma menininha que ficou muito doente e foi obrigada a passar três meses trancada em casa. O pai tentou distraí-la com um presente muito especial: uma coleção de contos de fada. Sem familiaridade com letras, Ângela foi abduzida pelas ilustrações, que espantaram para longe a dor, a tristeza e a solidão. Essa experiência ficou tão viva na sua memória e no seu coração, que ela decidiu na vida adulta criar um lugar onde sonhos e desejos se tornam realidade: a Casa de Livros. Continuar lendo “A Dona da Casa dos Sonhos”

A verdadeira história do condor-dos-andes

Pablo e Matilde na foto que ilustra a capa do livro de memórias da cantora e terceira esposa do poeta chileno

Não é possível passar pelo Chile e não (re)conhecer Pablo Neruda. O poeta do amor foi o verdadeiro condor-dos-andes, assim como sua última esposa, Matilde Urrutia, também foi a perfeita expressão desta ave imponente, cujas características são motivo de orgulho nacional. Continuar lendo “A verdadeira história do condor-dos-andes”

A Economia do Amor

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“Está estranho” – olhou-me nos olhos e repetiu – “Tá tudo muito estranho”. Foi assim que Pereira quebrou o silêncio. Até o ano passado, ele tirava cerca de 300 reais todas as manhãs com o seu táxi. Só que “tudo” mudou: no dia anterior, rodou das 5 às 22h e acumulou somente 75 reais, sendo que 50 ficou no posto de gasolina. Continuar lendo “A Economia do Amor”

Quando uma estrela acende no céu

a sensação inicial é a de que

um fusível do nosso coração se apagou. Continuar lendo “Quando uma estrela acende no céu”

Abandonando o “tem que”

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Mas quem é que entra na praia de calça jeans?

Como a agenda já não suportava mais a quantidade de listas, os lembretes começaram a ocupar outros locais: o celular, o bloquinho que levo na bolsa, outro que fica no criado-mudo e o caderno de trabalho, sem contar os post-its espalhados pela casa. Em algum momento, eu aprendi que essa é a única forma de evitar uma traição da memória e cumprir todas as tarefas da vida profissional, da casa, da família ou pessoal. Só que essa eficiência tem um custo. Continuar lendo “Abandonando o “tem que””

Monte de São Miguel: sangue, suor e entrega

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Chegar ao topo do Mont de Saint-Michel, ou Monte de São Miguel, é um perrengue. O local está a 350 km de Paris, na divisa da Normandia com a Bretanha. E chegar no topo significa muita escada – daquelas que deixam as pernas torneadas e, a cada distração, uma lasca do corpo no muro de pedra. Uma parte do meu dedinho da mão esquerda eu deixei lá. Fui olhar o cemitério, veja só que ironia, tropecei e… desequilibrei! O coração acelerou, mas foi só um sustinho e um raspão na mão. Um pouquinho de sangue, mas nada que outro tantinho de saliva não resolva. O visual cura. O Arcanjo lá do alto mata o dragão e cura tudo.   Continuar lendo “Monte de São Miguel: sangue, suor e entrega”

Idade é só mais uma convenção da sociedade

“Você não conhece a pessoa ao seu lado, mas vocês têm algo muito forte em comum. Por isso, deixem a timidez para lá”, avisou o guia. A frase mal havia terminado e já sentia seus olhos em mim. Havia tanta determinação ali que não restava dúvidas: eu não teria como escapar. Logo eu, naturalmente desconfiada, declaradamente introvertida e, eventualmente, anti-social. Continuar lendo “Idade é só mais uma convenção da sociedade”

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