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Quando tudo isso passar…

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Quando tudo isso passar

talvez o desconhecido seja eu

pois já não calço os mesmos sapatos

nem me encaixo nos mesmos relatos

 

Quando tudo isso passar

talvez eu descubra o que realmente vivi

o resultado de pequenos gestos

e dos pequenos movimentos a que me atrevi

 

Quando tudo isso passar

talvez eu não tenha mais pressa

já não queira correr o mundo

pois me desfiz das ilusões e promessas

 

Quando tudo isso passar

talvez eu só queira aproveitar o momento

para onde quer que me leve o vento

mesmo em um dia cinzento

 

Quando tudo isso passar

talvez eu já tenha encontrado a minha trilha

dançarei a minha própria melodia

ainda que o mundo não seja uma maravilha

 

Quando tudo isso passar

talvez eu consiga me reconhecer no espelho

me olhar sem rejeição ou medo

e mandar beijos até para os meus defeitos

 

Quando tudo isso passar

talvez as lágrimas já tenham secado

serão somente lembranças de um estágio

uma pequena parte do meu passado

 

Quando tudo isso passar

talvez eu descubra o que me tornei

talvez quem sempre sonhei

ou quem eu nunca imaginei

 

Quando tudo isso passar

deixarei enfim o casulo

e descobrirei que tudo que vivi

esse tempo todo

não foi nulo.

 

Quando tudo isso passar…

 

Entre excessos e carências da quarentena

 

Também confinado, Aurélio saiu, literalmente, do armário nessa quarentena. Foi um conselheiro leal, até se tornar… dispensável. A demissão, sem ao menos um “muito obrigada” ou “até logo”, impôs-lhe uma aposentadoria compulsória. Estava decretado o seu fim. Continuar lendo “Entre excessos e carências da quarentena”

Mais um dia ou um dia a mais?

Mais um dia
de silêncio exterior
de balbúrdia interior
de asfixia

Continuar lendo “Mais um dia ou um dia a mais?”

Há quem diga…

Foto: Pixabay

Há quem diga / que no confinamento / não há poesia.

Continuar lendo “Há quem diga…”

Quando foi?

As folhas e flores do limoeiro do quintal

Quando foi que deixamos de nos maravilhar com a vida?

Quando foi que deixamos de enxergar o sol que pinta de dourado tudo que toca?

Quando foi que deixamos de notar as nuances de azul em um céu de outono?

Quando foi que deixamos de sentir o perfume que a terra exala ao ser tocada pela água gelada e cristalina?

Quando foi que deixamos de perceber como as folhas e flores reagem a convidados inesperados que em sua superfície pousam?

Quando foi que deixamos de sentir o beijo do vento em nossa face e o cuidado da terra sob os nossos pés?

Quando foi que deixamos de ouvir o canto da natureza e a melodia dentro de nós?

Quando foi que deixamos de olhar para o outro, sentado bem ao nosso lado?

Quando foi que deixamos de apreciar o calor do toque, o som da palavra, o brilho no olhar?

Quando foi que deixamos de apreciar o tempo que nos foi dado?

Quando foi que deixamos de nos sentir parte desse Todo?

Quando foi que deixamos de viver em sintonia?

Quando foi de que deixamos de brincar, de respirar, de conviver?

Quando foi?

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