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amor

O primeiro encontro

Em outros tempos, em uma outra época, a gente se encontraria em um café despretensioso, onde você notaria como brinco com a colher, só para acariciar o café amargo, em um súplica silenciosa para ter coragem para fitar seus olhos.

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As gêmeas

Imagem: Ayumi Takahashi

Julia e Juliana eram gêmeas idênticas – pelo menos, na aparência. Mais velha, Julia vivia no futuro, listando onde queria estar nos próximos 5 e 10 anos. Mais nova, Juliana vivia no presente, desapegada do relógio, dedicada ao agora.

Julia vivia uma ansiedade incondicional, perseguindo o que queria implacavelmente, insatisfeita com o ritmo e com os resultados, ainda que temporários. Juliana vivia uma tranquilidade incondicional, uma tarefa por vez e uma fé inabalável na conspiração arquitetada pelo Universo para suprir suas necessidades.

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A moça do Kindle

Ela o carregava dentro de uma bolsa pequena de couro marrom. Uma biblioteca compacta, com livros em Português, Espanhol e Inglês, dos mais diferentes gêneros, apropriados a diversas situações, propósitos e humores.

Era a ele que ela recorria no metrô ou na sala de espera do dentista; entre reuniões ou nas fugas repentinas para um almoço solitário, só para terminar aquele capítulo que lhe esmagava o peito.

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Nublado

fui sendo engolida
sem colocar medida
por uma força maligna
discreta e inimiga

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Guerra

Era o século mais pacífico

até este momento

até um vírus expor a doença

que já existia

já provocava dores

já provocava separações

já se mostrava desumana

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A Vida, segundo Isabel

Eu já conhecia Isabel há algum tempo, mas só me conectei com ela quando a vi falar sobre suas dores e alegrias, sem lamentos ou excessos. Vi-me diante de uma mulher sóbria, com voz firme e pausada, sem vergonha de contar tudo que viveu.

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A promessa de uma valsa

Como a bailarina em uma valsa,

a pétala flanou pelo ar

até pousar no chão.

Sua delicadeza não passou despercebida

principalmente pelo coração,

calado de dor por se recusar a entender

que o fim é um desfecho,

mas também um começo. Continuar lendo “A promessa de uma valsa”

Há quem diga…

Foto: Pixabay

Há quem diga / que no confinamento / não há poesia.

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