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U m m i n u t o d e c a d a v e z

Foto: @tatirlima (IG)

Às vezes, as palavras ficam entupidas. Não é um simples bloqueio criativo; é uma obstrução provocada pela recusa dos neurônios a fazer certas sinapses. Talvez haja algo que ainda não pode ver a luz do dia; talvez esse algo esteja ainda sendo gestado.

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A poeta rendeira de Óbidos

Natália Santos, a poeta rendeira de Óbidos (Foto: @tatirlima)

Nem só de História e ginjinhas vive Óbidos. Ao lado das muralhas do castelo, na antiga igreja de Santiago, hoje uma livraria, reside uma rendeira de fios e versos chamada Natália Santos. Ela se instalou no antigo coreto a convite da Câmara da cidade em 2015. Desde então, recebe os visitantes com um sorriso nos lábios enquanto tece poesia e entrelaça fios dourados e prateados, vendidos como uma joia única.

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O que sobrevive

Gonçalo Anes é conhecido na terra de Camões como Bandarra, palavra relacionada à boemia ou vadiagem, segundo me contaram lá na sua terra, a aldeia de Trancoso. Ele ganhou tal acunha pelas noitadas nas tabernas, o que de forma alguma o definiu. Nascido no fim do século XV, esse personagem tornou-se uma figura ilustre na sua região e no seu país.

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O rio

Foto: @tatirlima

A jovem sentada à beira do rio tinha os olhos no balanço das águas ou, pensei, nas batidas da música que escapava pelos discretos fones. Seu cabelo liso escondia o rosto lavado por lágrimas, derramadas por um passado que teimava em se fazer presente. Seu olhar não conseguia disfarçar a tristeza que lhe acometia e que por tantos passava despercebida.

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Rainha Santa Isabel

Rainha Santa Isabel, contemplando Coimbra, no Mosteiro Santa Clara-a-nova (Foto: @tatirlima)

Isabel tinha 12 anos quando o seu casamento com um homem mais velho foi acertado. Deixou tudo para trás e entregou o seu coração ao desconhecido. Só não abriu mão da sua devoção, cultivada pelo avô, católico fervoroso.  

O tal marido era Dom Dinis, rei de Portugal e do Algarve, que soube fazer bons préstimos dos talentos da esposa. Com o poder da empatia e das palavras, Isabel mediou conflitos e evitou guerras – até com o próprio filho, revoltado com a inclinação do pai a reconhecer como seu sucessor o filho bastardo.  

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Eu conheci…

Foto: Julião Armento/ Museu Coleção Berardo – Portugal

Eu conheci um homem que deixou tudo para trás para viver o sonho de hastear sua bandeira nos 4 cantos do mundo. Em um deles, porém, sua âncora caiu e dali ele nunca mais saiu. Vive há sete anos a aventura de criar raízes em um lugar novo, em uma cultura nova, já partes de si.

Eu conheci uma mulher que se refugiou do outro lado do oceano há 40 anos. Fugiu de um relacionamento tóxico e não encontrou forma de se libertar a não ser deixar tudo e todos. Em outras terras, em outro idioma, reconstruiu-se. Hoje volta ao seu país com a alma cheia de saudade e o olhar, de curiosidade. Faz planos de voltar, porque sabe que nunca conseguiu chamar outro lugar de lar.

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O Leitor Ideal

Alberto Manguel (Foto: Sapo.pt)

Eu imagino que o perfume dele muda junto com as leituras: naftalina, suor, sangue, velas. Tem hábitos variados e incomuns: desperta diariamente pronto para atravessar o Inferno, o Purgatório e o Paraíso, ciclo que repete não para pagar pecados, nem para expurgar culpas, mas por pura devoção.

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