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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Nublado

fui sendo engolida
sem colocar medida
por uma força maligna
discreta e inimiga

Continuar lendo “Nublado”

A pianista mais sábia do mundo

Ela tem página na Wikipédia e teve sua história retratada por jornais nos quatro cantos do mundo. Colette nasceu às vésperas da I Guerra Mundial e ainda carrega em si o espírito de La Belle Époque.

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Recado ao cansaço

Sinto-me em um amasso
não em um abraço
sufocada por um laço
que não me deixa dar um passo

Tu me roubas a vida
que fica bem menos colorida
sinto-me desprotegida
e distante da terra prometida

Meu antídoto contra ti é o sol
um verdadeiro farol
que me redireciona na estrada da vida
e me faz fortalecida

De ti sigo sem me despedir
mas já não preciso te agredir
minha fé é o elixir
pois minha alma descansa no porvir

**Poesia originalmente publicada no blog Mais um Café. Confira outras poesias, crônicas e contos clicando aqui.

A promessa de uma valsa

Como a bailarina em uma valsa,

a pétala flanou pelo ar

até pousar no chão.

Sua delicadeza não passou despercebida

principalmente pelo coração,

calado de dor por se recusar a entender

que o fim é um desfecho,

mas também um começo. Continuar lendo “A promessa de uma valsa”

Quando tudo isso passar…

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Quando tudo isso passar

talvez o desconhecido seja eu

pois já não calço os mesmos sapatos

nem me encaixo nos mesmos relatos Continuar lendo “Quando tudo isso passar…”

Quando foi?

As folhas e flores do limoeiro do quintal

Quando foi que deixamos de nos maravilhar com a vida?

Quando foi que deixamos de enxergar o sol que pinta de dourado tudo que toca?

Quando foi que deixamos de notar as nuances de azul em um céu de outono?

Quando foi que deixamos de sentir o perfume que a terra exala ao ser tocada pela água gelada e cristalina?

Quando foi que deixamos de perceber como as folhas e flores reagem a convidados inesperados que em sua superfície pousam?

Quando foi que deixamos de sentir o beijo do vento em nossa face e o cuidado da terra sob os nossos pés?

Quando foi que deixamos de ouvir o canto da natureza e a melodia dentro de nós?

Quando foi que deixamos de olhar para o outro, sentado bem ao nosso lado?

Quando foi que deixamos de apreciar o calor do toque, o som da palavra, o brilho no olhar?

Quando foi que deixamos de apreciar o tempo que nos foi dado?

Quando foi que deixamos de nos sentir parte desse Todo?

Quando foi que deixamos de viver em sintonia?

Quando foi de que deixamos de brincar, de respirar, de conviver?

Quando foi?

A Ti, Tempo 

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Foto: Dimitris Vetsikas/Pixabay

Se posso fazer-te um pedido, 
peço que me respondas:
Como fazer as pazes contigo
e encontrar um abrigo 
para tantas prisões que levo comigo? Continuar lendo "A Ti, Tempo " 

[Paulistanos Anônimos] Senhor do destino

Chegou como qualquer outro passageiro, somente em busca de seu assento. Não demorou muito para sacar da sacola uma revista e uma lupa. Escorregou seus olhos por cada palavra, sem pressa ou vergonha. Saciou sua fome de conhecimento ao espremer cada sílaba cuidadosamente.

Ninguém mais parece ter percebido a cena – tampouco a moça, que se sentou ao seu lado por um tempo. Ele, com certeza, nem se deu conta de outro ser vivo ao seu redor, pois não desviou o seu olhar por um minuto sequer. Estava completamente entregue ao momento, hipnotizado pelo alimento à sua frente.

Era o senhor do próprio destino, incólume à ansiedade do mundo atual, comprometido exclusivamente com nada além do seu tempo.

 

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