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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

Retratos do Cotidiano (I)

Quando a alma pede descanso, saio do casulo para respirar. Ocupo uma mesa sozinha e noto que sou a única a simplesmente… contemplar. Há um moço mergulhado na tela à sua frente; na mesa ao lado, uma moça lê enquanto a outra, na outra ponta, devora um sanduíche. Duplas e trios se perdem em universos paralelos que se formam ao meu redor.

Ouso eleger uma preferida: uma senhora de cabelos brancos e vívidos olhos risonhos que fala animada, incentivada por um senhor que move gentilmente a cabeça, sem perder uma palavra, uma acentuação, um gesto, uma breve respiração da sua interlocutora. Em certo momento, depois de muito tempo, a conversa se inverte e é ela quem o escuta atentamente. Do seu jeito e no seu tempo, eles protagonizam uma dança, como as folhas das árvores que reagem ao vento, pintando o céu nublado.

[Dose Extra] A Bússola do Sucesso

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Você já deve ter ouvido que nós não escolhemos os livros – eles o fazem. O motivo nem sempre é claro, mas há sempre um (pelo menos!), escondido entre parágrafos e linhas. Uma verdadeira pedra preciosa, esculpida só para você.  Leia Mais

[Paulistanos Anônimos] Paixão não se discute

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Foto ilustrativa
No dia do jogo da seleção brasileira de futebol em São Paulo, o trânsito só não ferveu mais que os ingressos da partida. Mesmo custando entre R$126 e R$650, não sobrou um. “Sabe o que eu acho, moça”, disse o taxista, sem desviar os olhos do tráfego. “Paixão não se discute. Quando a gente gosta, paga o preço que for. Não tem crise que segure”. Você já deve imaginar que esse senhor, com ralos cabelos brancos, advoga em causa própria. E não é pelo futebol, não. Com uma risada tímida e uma espiadinha pelo retrovisor, ele revela o verdadeiro objeto do seu afeto: uma horta.   Leia Mais

O que eu aprendi ao escrever uma carta de amor para o Papa Francisco

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Eu escrevi uma carta de amor e coloquei no correio, exatamente como fazia quando era mais jovem. Eu simplesmente ignorei a facilidade da internet: escrevi a carta, preenchi e selei o envelope, fui ao correio, peguei senha e enfrentei pacientemente a fila. Observei, sem pressa, o atendente manchar o envelope com carimbos e selos, respeitando o trabalho que completava meu ritual. Eu nunca esperei uma resposta, porque só precisava expressar o que sentia e o que pensava. Do momento em que aquela carta deixou minhas mãos, eu nunca mais pensei nela, nunca mais olhei para trás. Estava feito.   Leia Mais

[Check-in] O Museu da Esperança

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É assim que o Museu da Imigração do Estado de S.Paulo deveria ser chamar. O motivo é óbvio: a Hospedaria de Imigrantes do Brás, onde funciona hoje a instituição, abrigou mais de 2,5 milhões de pessoas entre 1887 e 1978. Oriundos de 70 nacionalidades e etnias, eles carregavam, juntos a seus pertences, a esperança de um futuro melhor.  Leia Mais

A poesia de uma vida em duas rodas

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É impossível imaginar as surpresas que a vida nos reserva em esquinas e cruzamentos. No pico da carreira executiva, Renata encontrou uma velha conhecida de infância: a bicicleta. Com ela, a paraense percorre vias do mundo todo e descobre, a cada pedalada, seu próprio caminho.  Leia Mais

[Paulistanos Anônimos] A pessoa da baia ao lado

Eles dividiam o mesmo espaço, mas viviam em universos distintos. Ele era de um departamento e só falava com a rapaziada, que era completamente ignorada por ela, que vivia em outro mundo e preferia outros papos, com outras pessoas. O território de um começava onde acabava a mesa do outro. Parecia que um muro invisível havia sido erguido. Sentavam-se lado a lado, mas nunca se comunicavam. Não trocavam um bom dia, um com licença, nem um até logoLeia Mais

A Alquimia da Transformação

Todo mundo sabe que não é fácil mudar. A receita não é única e, por isso, exige uma série de ingredientes, com proporções bem específicas, de acordo com o gosto de cada um. Para encontrar o ponto certo, é recomendável filtrar a ansiedade, misturar delicadamente propósito, resiliência, bom humor e fé, e botar para assar o sonho até ele dourar e se tornar realidade. Foi isso que Marcela, dona do Empório Dona Santa, fez. E ela garante: “O que te faz bem, te faz feliz também”.  Leia Mais

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