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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

Quando uma estrela acende no céu

a sensação inicial é a de que

um fusível do nosso coração se apagou. Continuar lendo “Quando uma estrela acende no céu”

Abandonando o “tem que”

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Mas quem é que entra na praia de calça jeans?

Como a agenda já não suportava mais a quantidade de listas, os lembretes começaram a ocupar outros locais: o celular, o bloquinho que levo na bolsa, outro que fica no criado-mudo e o caderno de trabalho, sem contar os post-its espalhados pela casa. Em algum momento, eu aprendi que essa é a única forma de evitar uma traição da memória e cumprir todas as tarefas da vida profissional, da casa, da família ou pessoal. Só que essa eficiência tem um custo. Continuar lendo “Abandonando o “tem que””

Monte de São Miguel: sangue, suor e entrega

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Chegar ao topo do Mont de Saint-Michel, ou Monte de São Miguel, é um perrengue. O local está a 350 km de Paris, na divisa da Normandia com a Bretanha. E chegar no topo significa muita escada – daquelas que deixam as pernas torneadas e, a cada distração, uma lasca do corpo no muro de pedra. Uma parte do meu dedinho da mão esquerda eu deixei lá. Fui olhar o cemitério, veja só que ironia, tropecei e… desequilibrei! O coração acelerou, mas foi só um sustinho e um raspão na mão. Um pouquinho de sangue, mas nada que outro tantinho de saliva não resolva. O visual cura. O Arcanjo lá do alto mata o dragão e cura tudo.   Continuar lendo “Monte de São Miguel: sangue, suor e entrega”

Idade é só mais uma convenção da sociedade

“Você não conhece a pessoa ao seu lado, mas vocês têm algo muito forte em comum. Por isso, deixem a timidez para lá”, avisou o guia. A frase mal havia terminado e já sentia seus olhos em mim. Havia tanta determinação ali que não restava dúvidas: eu não teria como escapar. Logo eu, naturalmente desconfiada, declaradamente introvertida e, eventualmente, anti-social. Continuar lendo “Idade é só mais uma convenção da sociedade”

Memórias de outra vida?

Ou só de uma menina, que sentava no fundo da sala, enquanto ouvia o professor de cabelos tão brancos quanto a neve falar sobre planícies, pampas, rochas, picos, formações vulcânicas e montanhas? Continuar lendo “Memórias de outra vida?”

Na rodoviária deserta…

… só o vento se fazia presente, provocando estalos aqui e ali. Tirei um livro da bolsa para não deixar que os pensamentos fossem inundados pelo medo. Em poucos minutos, um focinho se aproximou do meu joelho, só para chamar minha atenção. A pequenina criatura se esticou perto de mim e deixou minha companhia apenas quando outros seres da minha espécie começaram a ocupar aquele espaço. Quem disse que os anjos não tomam as mais diferentes formas? 😇 🐕

A escrita que liberta e cura

Quando era menina, Bruna preenchia diários e mais diários com seus pensamentos e aventuras. A prática se tornou tão prazerosa que virou profissão. Autora de quatro livros, incluindo a biografia de Sidney Magal e Roberto Menescal, ela nunca abandonou o mergulho interior – pelo contrário, percebeu que, ao ampliar o olhar sobre o seu universo, seu ofício saía ganhando. Incansável, formou-se em Psicanálise e se dedica hoje, entre outras atividades, a ajudar pessoas na busca pelo autoconhecimento através da escrita. Trata-se da Escritoterapia. Continuar lendo “A escrita que liberta e cura”

Uma pessoa simples, mas complexa, é aquela…

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… que odeia arrumar a cama, mas não aguenta dormir nela amassada; que cansou de gastar dinheiro com cartomante, mas não resiste à Susan Miller; que sente medo da solidão, mas já planeja a próxima viagem sozinha; que compra chocolate belga, mas se esbalda mesmo é com aquela caixa da Nestlé; que é capaz de comer um tomate por refeição, mas não suporta o suco desse fruto; que odeia pé, mas se rende à reflexologia; que não troca por nada o contato pessoal, mas acredita que nada leva mais alento para a alma a uma carta bem escrita; que ama Frank Sinatra, mas se acende mesmo é com um Zeca Pagodinho; que desconfia e se decepciona com pessoas, mas não deixa de se importar com elas; que se considera chocólatra, mas não na forma de sorvete; que vive inquieta, mas sente paz no silêncio; que não larga o iphone, mas se entorpece com cheiro de livro; que odeia barata, gafanhoto e mariposa, mas se encanta com a anatomia da lagartixa na janela de vidro; que prefere calça, mas ganha elogios com a saia rodada; que conta os fios brancos na cabeça, mas esconde com corretivo as espinhas; que adora um bistrô, mas não nega um macarrão com salsicha; que adora frases feitas, mas brada por criatividade; que gosta de palavras, mas grava mesmo fotografias; que gasta com um Kerastase, quando seu cabelo responde a um Fructis; que leva a vida a sério demais, mas procura fazer dela poesia.

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