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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Dose Extra

Na rodoviária deserta…

… só o vento se fazia presente, provocando estalos aqui e ali. Tirei um livro da bolsa para não deixar que os pensamentos fossem inundados pelo medo. Em poucos minutos, um focinho se aproximou do meu joelho, só para chamar minha atenção. A pequenina criatura se esticou perto de mim e deixou minha companhia apenas quando outros seres da minha espécie começaram a ocupar aquele espaço. Quem disse que os anjos não tomam as mais diferentes formas? 😇 🐕

Quem sabe um (outro) dia…

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* Por Juliana da Mota Camargo
Olhando pela janela da vida, em alguns momentos, enxergamos por meio de um vidro embaçado e com névoa a chuva molhando a todos de forma alegre, como se só nós tivéssemos sido privados de todas as possibilidades que a vida carrega. Como se todos conseguissem colher estes momentos de alegria, mas nós não. Como se a vida tivesse escolhido para nós o vazio, ou como se a nós não coubessem escolhas. Para o resto do mundo tudo, para nós nada além de isolamento e culpa.

Deixe aqui uma parte de você!

Respire fundo e imagine: você entra em uma sala, no último andar de um prédio. Sem saber o que lhe espera, segue uma trilha feita não de miolo de pão, mas de folhas de papel. Por alguns segundos, você se perde com a vista do lugar, um magnífico horizonte polido pelo sol. Só que há mais de uma voz ao fundo e elas atiçam sua curiosidade, convocando-lhe para seguir em frente. Continuar lendo “Deixe aqui uma parte de você!”

Retratos do Cotidiano (II)

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A cena não passou impune, mesmo com a neurastenia imposta pelo engarrafamento e calor extremo. Em um mundo onde os mandamentos são estraçalhados diariamente, por meio de palavras e ações, pequenos gestos e breves silêncios tornam-se gigantes demonstrações e barulhentos sinais de luz e esperança.

Em uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, sob o sol escaldante e sobre o asfalto incandescente, o funcionário do supermercado permanecia de mãos dadas com o senhor de bengala à espera da permissão para a travessia de pedestres. Com os dedos entrelaçados, ambos mantinham o olhar para o mesmo ponto, lá adiante, comungando do mesmo futuro.

Pela expressão do jovem funcionário aquela não parecia ser mais uma obrigação ou um simples serviço. Via-se ali o respeito e o cuidado com um irmão mais velho, vestido como um garoto, com bermuda e meias esticadas até a canela. Juntos, eles eram a prova de que somos feitos de amor e podemos expressá-lo, mesmo em tempos sombrios e desafiadores. Basta descruzar os braços e esticar as mãos.

Não era só mais uma borboleta…

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…que voava solta pelo mundo. Essa tinha uma missão, que a obrigava a correr riscos. Todos os bichos e insetos do pedaço já tinham se recolhido, fugindo da tempestade de pingos grossos que transformou o dia em noite. Aquela borboleta nem se importou: seguiu seu caminho sozinha, sem medo que isso lhe custasse a vida. Continuar lendo “Não era só mais uma borboleta…”

Retratos do Cotidiano (I)

Quando a alma pede descanso, saio do casulo para respirar. Ocupo uma mesa sozinha e noto que sou a única a simplesmente… contemplar. Há um moço mergulhado na tela à sua frente; na mesa ao lado, uma moça lê enquanto a outra, na outra ponta, devora um sanduíche. Duplas e trios se perdem em universos paralelos que se formam ao meu redor.

Ouso eleger uma preferida: uma senhora de cabelos brancos e vívidos olhos risonhos que fala animada, incentivada por um senhor que move gentilmente a cabeça, sem perder uma palavra, uma acentuação, um gesto, uma breve respiração da sua interlocutora. Em certo momento, depois de muito tempo, a conversa se inverte e é ela quem o escuta atentamente. Do seu jeito e no seu tempo, eles protagonizam uma dança, como as folhas das árvores que reagem ao vento, pintando o céu nublado.

[Dose Extra] A Bússola do Sucesso

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Você já deve ter ouvido que nós não escolhemos os livros – eles o fazem. O motivo nem sempre é claro, mas há sempre um (pelo menos!), escondido entre parágrafos e linhas. Uma verdadeira pedra preciosa, esculpida só para você.  Leia Mais

O que eu aprendi ao escrever uma carta de amor para o Papa Francisco

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Eu escrevi uma carta de amor e coloquei no correio, exatamente como fazia quando era mais jovem. Eu simplesmente ignorei a facilidade da internet: escrevi a carta, preenchi e selei o envelope, fui ao correio, peguei senha e enfrentei pacientemente a fila. Observei, sem pressa, o atendente manchar o envelope com carimbos e selos, respeitando o trabalho que completava meu ritual. Eu nunca esperei uma resposta, porque só precisava expressar o que sentia e o que pensava. Do momento em que aquela carta deixou minhas mãos, eu nunca mais pensei nela, nunca mais olhei para trás. Estava feito.   Leia Mais

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