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Vida longa ao iPod

A Apple decidiu encerrar a fabricação do ipod, já em desuso. Mal sabem eles que eu continuo a caminhar todas as manhãs com uma versão de 2005 ou 2006. Na época, eu trabalhava em uma agência de marketing de guerrilha e cruzava a Berrini com um radinho a pilha pequenino, sem visor, dotado de um único botão. Eu não podia nem escolher a estação. Ao pressionar o botão, o aparelho saltava de emissora. Não era possível nem visualizar a frequência. Ainda assim, achava muito legal a exploração e a surpresa.

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Caderno de recordações

Há cerca de um mês resolvi abrir baús — não somente aqueles que escondemos no fundo do armário, mas também os que carregamos na alma. Em um deles, encontrei um “caderno de recordação”, algo que, imagino, as meninas de hoje não façam.

Meu primeiro “caderno de recordação” data de 1989, em uma época sem internet, com cada trimestre valendo por um ano inteiro. Cada página deste diário me fez revisitar lugares, encontrar pessoas, redescobrir histórias, sentir muitas emoções — inclusive o entusiasmo de entregar esse tesouro em outras mãos, a ansiedade advinda da espera, a apreensão por não saber o que a pessoa escreveria, o êxtase com a descoberta.

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Agora

Passei muito tempo com saudade de mim, querendo acelerar o tempo, rogando ao vento, para trazer o futuro para mim.

Hoje eu sei que vivia desafinada, completamente fora de tom; não escutava a sinfonia da vida, não sabia que viver o presente é um dom.

É preciso sentir as estações e falar a língua da natureza; é preciso ver além das ilusões e escutar a sabedoria do próprio coração.

Libertar o silêncio, aquele que mora bem aqui dentro, é tarefa para uma vida inteira, e não se aprende de outra maneira.

Com o futuro ausente, cada dia vira um presente, uma aventura a ser desbravada, uma memória a ser criada.

Sem pressa, sem regras, sem amarras, sendo livre…

Agora.

Para o Ano Novo

Para este novo dia

Para este novo ano

Que não falte poesia

Para espantar o desânimo

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Até onde…

Até onde vale a pena lutar

Até onde vale a pena insistir

Será que não é melhor descansar

Será que não é melhor desistir

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Aposentada

No Ponto Chic, em São Paulo (SP).

É assim que ela está hoje. Encostada em um canto. Já registrou números, dinheiro, histórias. Com o tempo, perdeu seu vigor e até importância. Passou a registrar o tempo e as mudanças que ele inevitavelmente traz.

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A promessa de uma valsa

Como a bailarina em uma valsa,

a pétala flanou pelo ar

até pousar no chão.

Sua delicadeza não passou despercebida

principalmente pelo coração,

calado de dor por se recusar a entender

que o fim é um desfecho,

mas também um começo. Continuar lendo “A promessa de uma valsa”

Do barulho desassossegado à euforia silenciosa

36 graus de dia, 28 graus à noite.

Um vento indigesto, quente e seco, de dia; nem uma brisa à noite.

A cortina do meu quarto parecia pregada à janela, e o lençol fino, uma flanela áspera. Nada trazia alívio. Nem vou falar da aflição com o suor que escorria na dobrinha do joelho, com o cabelo grudado na nuca.

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