Em minha vaga lembrança de menina, minha avó morava em uma pequenina casa de abóbora, em meio a árvores esguias e flexíveis como bailarinas. Em um dia úmido de primavera, convidou-me para um passeio nos fundos, onde o mato estava tão alto que espetava minhas pernas e arranhava os meus braços. Ela parou junto a uma mesa e duas cadeiras já enferrujadas.

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