Confesso: nunca morri de amores pelo Papai Noel. Nunca cedi a seus sorrisos, presentes, doces e pirulitos – ainda que tenha aceitado boa parte deles. Talvez seja uma fobia a gente grande usando fantasia fora do carnaval, pois nunca me afeiçoei a palhaços. Passei uma festa no colo do meu avô, só para não ter que interagir com aquele homem colorido e maquiado. Qualquer tentativa de aproximação, era repudiada com gritos histéricos e lágrimas saltitantes. Tampouco me orgulho de ter contado para uma amiguinha que o Polo Norte não era tão longe assim – o velho barrigudo morava no quarto ao lado do dela. “Ela é tão inteligente”, tentei justificar, “merecia saber a verdade”.

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