Queria fazer poesia
Sem saber se ainda poderia
Não porque me falte alegria
Respiro o essencial todos os dias
Debaixo de uma oliveira
Fui informada do que viria
A morte derradeira
O despertar de uma nova vida
Queria fazer poesia
Sem saber se ainda poderia
Não porque me falte alegria
Respiro o essencial todos os dias
Debaixo de uma oliveira
Fui informada do que viria
A morte derradeira
O despertar de uma nova vida

Era uma tarde de sol com poucas nuvens pintadas no céu azul. Sentia-me abraçada por uma manta leve, que formava em meu corpo uma capa protetora contra o vento hostil, típico dessa época do ano. Repousava sobre o meu colo um livro, cuja história parecia se entrelaçar ao gracioso movimento da natureza ao meu redor. “Em momentos como estes”, disse o protagonista, “vemos a que deplorável espécie de brutos pertencemos.”
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