Busca

Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

Autor

Tati

No parque

João Cabral/Pexels

O céu já estava escuro, quando passos começaram a ecoar pelo parque vazio.

“Só pode ser um homem”, sussurrou o menino, tentando injetar personalidade àquele eco, ora desalinhado, ora batuta, como se aquele ser corresse de alguma coisa ou para alguma coisa.

Continuar lendo “No parque”

Correspondências da Morada do Coração Perdido

Vejam só esta história: lá na Morada do Coração Perdido, mais especificamente no nº 564 da Rua Lopes Chaves, na Barra Funda, em São Paulo, há um petisco da correspondência trocada por Mario de Andrade com amigos. A minha preferida, até o momento, é a de um modernista menos popular que Oswald e Tarsila.

Continuar lendo “Correspondências da Morada do Coração Perdido”

Memórias úteis de um passado recente

Arte por Society6

Dizem por aí que La Niña será implacável este ano. A queda brusca de temperatura nos últimos dias foi somente uma amostra do que nos aguarda. Já que hoje é dia de #tbt, vale trocarmos aprendizados da última frente fria. Por exemplo:

Continuar lendo “Memórias úteis de um passado recente”

Não é feitiçaria; é culinária ou gastronomia

Você sabia que aquelas bolinhas disformes e cabeludas, conhecidas como inhame, foram trazidas da África pelos portugueses, mas são cultivadas na Índia desde 5 mil anos antes de Cristo?

Nós não aprendemos isso na escola, nem somos expostos às propriedades e aos benefícios da variedade de legumes e verduras da nossa terra. Sabedoria esta que os nativos sempre tiveram e passaram de geração em geração.

Estou cada vez mais convencida de que a facilidade de abrir uma lata ou pacote de alumínio, ou ainda de ter comida pronta com poucos cliques no aplicativo, inibe a criatividade. Jamais imaginaria que seria possível transformar aquela bolinha suja de terra em um creme a ser usado em massas, risotos ou pães. Ou que o inhame seria a base até… de um brigadeiro.

Continuar lendo “Não é feitiçaria; é culinária ou gastronomia”

Vida longa ao iPod

A Apple decidiu encerrar a fabricação do ipod, já em desuso. Mal sabem eles que eu continuo a caminhar todas as manhãs com uma versão de 2005 ou 2006. Na época, eu trabalhava em uma agência de marketing de guerrilha e cruzava a Berrini com um radinho a pilha pequenino, sem visor, dotado de um único botão. Eu não podia nem escolher a estação. Ao pressionar o botão, o aparelho saltava de emissora. Não era possível nem visualizar a frequência. Ainda assim, achava muito legal a exploração e a surpresa.

Continuar lendo “Vida longa ao iPod”

Caderno de recordações

Há cerca de um mês resolvi abrir baús — não somente aqueles que escondemos no fundo do armário, mas também os que carregamos na alma. Em um deles, encontrei um “caderno de recordação”, algo que, imagino, as meninas de hoje não façam.

Meu primeiro “caderno de recordação” data de 1989, em uma época sem internet, com cada trimestre valendo por um ano inteiro. Cada página deste diário me fez revisitar lugares, encontrar pessoas, redescobrir histórias, sentir muitas emoções — inclusive o entusiasmo de entregar esse tesouro em outras mãos, a ansiedade advinda da espera, a apreensão por não saber o que a pessoa escreveria, o êxtase com a descoberta.

Continuar lendo “Caderno de recordações”

Agora

Passei muito tempo com saudade de mim, querendo acelerar o tempo, rogando ao vento, para trazer o futuro para mim.

Hoje eu sei que vivia desafinada, completamente fora de tom; não escutava a sinfonia da vida, não sabia que viver o presente é um dom.

É preciso sentir as estações e falar a língua da natureza; é preciso ver além das ilusões e escutar a sabedoria do próprio coração.

Libertar o silêncio, aquele que mora bem aqui dentro, é tarefa para uma vida inteira, e não se aprende de outra maneira.

Com o futuro ausente, cada dia vira um presente, uma aventura a ser desbravada, uma memória a ser criada.

Sem pressa, sem regras, sem amarras, sendo livre…

Agora.

Conduzindo a vida

JacksonDavid/Piaxabay

O sonho deste paulistano anônimo sempre foi ser caminhoneiro, pois se existe um lugar onde se sente confortável, é atrás de uma direção. Ele começou a trabalhar cedo – aos 5 anos, já entregava os sapatos engraxados pelo pai, analfabeto e portador de deficiência, que nunca deixou faltar em casa arroz, feijão, farinha e carne. Além de lustrar sapatos, ele também cuidava dos jardins da vizinhança, cultivando no filho valores nunca esquecidos.

Continuar lendo “Conduzindo a vida”

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: