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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Paulistanos Anônimos

Memórias de outra vida?

Ou só de uma menina, que sentava no fundo da sala, enquanto ouvia o professor de cabelos tão brancos quanto a neve falar sobre planícies, pampas, rochas, picos, formações vulcânicas e montanhas? Continuar lendo “Memórias de outra vida?”

[Paulistanos Anônimos] Senhor do destino

Chegou como qualquer outro passageiro, somente em busca de seu assento. Não demorou muito para sacar da sacola uma revista e uma lupa. Escorregou seus olhos por cada palavra, sem pressa ou vergonha. Saciou sua fome de conhecimento ao espremer cada sílaba cuidadosamente.

Ninguém mais parece ter percebido a cena – tampouco a moça, que se sentou ao seu lado por um tempo. Ele, com certeza, nem se deu conta de outro ser vivo ao seu redor, pois não desviou o seu olhar por um minuto sequer. Estava completamente entregue ao momento, hipnotizado pelo alimento à sua frente.

Era o senhor do próprio destino, incólume à ansiedade do mundo atual, comprometido exclusivamente com nada além do seu tempo.

 

[Paulistanos Anônimos] Além dos olhos

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Para ter valor, uma joia não precisa de uma caixinha turquesa com fita branca

Em meio à agitação da Avenida Paulista durante um domingo de sol, uma joia rara foi adquirida por um comprador com gosto refinado, olhar preciso e mãos delicadas. O item, criado há muitos séculos em algum canto da Alemanha, era único, o que deixou outro cliente frustrado pela oportunidade perdida.  Continuar lendo “[Paulistanos Anônimos] Além dos olhos”

[Paulistanos Anônimos] Paixão não se discute

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Foto ilustrativa
No dia do jogo da seleção brasileira de futebol em São Paulo, o trânsito só não ferveu mais que os ingressos da partida. Mesmo custando entre R$126 e R$650, não sobrou um. “Sabe o que eu acho, moça”, disse o taxista, sem desviar os olhos do tráfego. “Paixão não se discute. Quando a gente gosta, paga o preço que for. Não tem crise que segure”. Você já deve imaginar que esse senhor, com ralos cabelos brancos, advoga em causa própria. E não é pelo futebol, não. Com uma risada tímida e uma espiadinha pelo retrovisor, ele revela o verdadeiro objeto do seu afeto: uma horta.   Leia Mais

[Paulistanos Anônimos] A pessoa da baia ao lado

Eles dividiam o mesmo espaço, mas viviam em universos distintos. Ele era de um departamento e só falava com a rapaziada, que era completamente ignorada por ela, que vivia em outro mundo e preferia outros papos, com outras pessoas. O território de um começava onde acabava a mesa do outro. Parecia que um muro invisível havia sido erguido. Sentavam-se lado a lado, mas nunca se comunicavam. Não trocavam um bom dia, um com licença, nem um até logoLeia Mais

[Paulistanos Anônimos] A Doce Vida Paulistana

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Em uma abafada tarde de primavera, São Paulo tornou-se cenário de um filme de Fellini. A personagem central era uma italiana de Gênova, de pele clara e brilhantes olhos azuis. Com mais de 80 anos, ela estava toda arrumada e perfumada para o almoço que teria na casa de amigos.  Desceu do táxi antes da hora e se perdeu em um quarteirão tombado do Itaim Bibi.  Leia Mais

Tenha coragem de ser irresponsável

O fracasso pode ser assustador, mas nada causa mais medo que o desconhecido. É preciso coragem para enfrentá-lo e, principalmente, para não dar ouvido às vozes contrárias. Adriana sabe bem disso: ela abandonou o curso de Direito quando faltava apenas um ano para se formar.  Foi chamada de irresponsável, mas seguiu em frente e não desistiu até encontrar o seu próprio caminho. Leia Mais

[Paulistanos Anônimos] Da vida de tailleur e salto alto para a de tênis e camiseta

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Foi uma conversa de um quarteirão entre desconhecidas. Poucos minutos de Perguntas & Respostas, mais de um lado que do outro, o suficiente, porém, para definir o caráter, também mais de um lado que do outro.  Leia Mais

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