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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Paulistanos Anônimos

Dia da Árvore

Foto: @tatirlima

Neste 21 de setembro, Dia da Árvore, celebro como a nossa relação com o mundo se transforma com o passar dos anos. Na infância, as árvores são um playground. Tá, tá bom, eu confesso que não tinha lá muita competência para escalá-las, mas adorava colher seus frutos, folhas e flores para fazer comidinhas que nem as minhas bonecas engoliam. Quem sabe essa brincadeira inocente já era um presságio de que, adulta, eu me tornaria vegetariana e me divertiria descobrindo novas formas de consumir os mais diferentes legumes e verduras. 

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O Caminho

Ganhei um bilhete

e embarquei em uma viagem

não me preparei direito

estava só de passagem

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Conduzindo a vida

JacksonDavid/Piaxabay

O sonho deste paulistano anônimo sempre foi ser caminhoneiro, pois se existe um lugar onde se sente confortável, é atrás de uma direção. Ele começou a trabalhar cedo – aos 5 anos, já entregava os sapatos engraxados pelo pai, analfabeto e portador de deficiência, que nunca deixou faltar em casa arroz, feijão, farinha e carne. Além de lustrar sapatos, ele também cuidava dos jardins da vizinhança, cultivando no filho valores nunca esquecidos.

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O girassol que tinha medo de atravessar a rua

Arquivo Pessoal

“Covarde!”

“Estranho!”

Os humanos estavam cheios de adjetivos maldosos para o girassol que permanecia estacionado à beira de uma das avenidas mais movimentadas da cidade. Nada parecia afetá-lo: nem os xingamentos, nem as buzinadas, nem as gargalhadas.

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Tela em branco

Os amigos estranharam a aparência de Heloísa, que desembarcara do México usando nada além de calça jeans, camiseta branca e tênis. Estava sem maquiagem, não exibia aquele sorriso malicioso, nem destilava piadas e ironias entre frases tiradas dos diários da sua artista favorita.


Heloísa era conhecida por seu fascínio por Frida Kahlo e gostava de colorir seu mundo como a pintora mexicana. Seus cabelos só não eram mais longos que os colares que lhe caíam sobre o colo e alongavam sua silhueta. Flores sempre adornavam seu rosto ou roupa e, mesmo no calor tropical, não dispensava o uso de botas pesadas.


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A pianista mais sábia do mundo

Ela tem página na Wikipédia e teve sua história retratada por jornais nos quatro cantos do mundo. Colette nasceu às vésperas da I Guerra Mundial e ainda carrega em si o espírito de La Belle Époque.

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Um momento na história

O Smithsonian Institution resolveu recolher objetos que expressem às gerações futuras dos Estados Unidos o que foi a pandemia e como o país sobreviveu a esse marco histórico da humanidade. Ampolas das primeiras vacinas, materiais de proteção dos profissionais da linha de frente, fotos de cidades desertas, obras de arte, máscaras e mais máscaras.

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Aprendi

Aprendi

que não caibo em uma caixa

que não me encaixo em rótulos

nem por mim mesma

nem por ninguém

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