Não tenho vontade de nada
Só de escutar o silêncio
Só de me desligar do mundo
Só de observar os ponteiros
*
Continuar lendo “Já não sei quem sou eu”Não tenho vontade de nada
Só de escutar o silêncio
Só de me desligar do mundo
Só de observar os ponteiros
*
Continuar lendo “Já não sei quem sou eu”Queria fazer poesia
Sem saber se ainda poderia
Não porque me falte alegria
Respiro o essencial todos os dias
Debaixo de uma oliveira
Fui informada do que viria
A morte derradeira
O despertar de uma nova vida

Silêncios e ausências machucam
o vazio lateja
o espaço comprime
tudo que poderia ter sido
e não foi
por quê?
Silêncios e ausências restauram
o vazio expande
o espaco ecoa
tudo que pode ser
muito além da imaginação
por que não?
🌸
Há cerca de um mês resolvi abrir baús — não somente aqueles que escondemos no fundo do armário, mas também os que carregamos na alma. Em um deles, encontrei um “caderno de recordação”, algo que, imagino, as meninas de hoje não façam.
Meu primeiro “caderno de recordação” data de 1989, em uma época sem internet, com cada trimestre valendo por um ano inteiro. Cada página deste diário me fez revisitar lugares, encontrar pessoas, redescobrir histórias, sentir muitas emoções — inclusive o entusiasmo de entregar esse tesouro em outras mãos, a ansiedade advinda da espera, a apreensão por não saber o que a pessoa escreveria, o êxtase com a descoberta.
Continuar lendo “Caderno de recordações”
Para este novo dia
Para este novo ano
Que não falte poesia
Para espantar o desânimo
…
Continuar lendo “Para o Ano Novo”Reforcei todos os botões
para confinar a emoção
presente em meu coração
sobre uma camada tênue de erudição
Continuar lendo “Costura”
A gente não gosta de pensar na morte
porque ela representa um corte
só que talvez não seja assim
ela pode não ser um fim
Continuar lendo “O Adeus”