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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

Autor

Tati

Do barulho desassossegado à euforia silenciosa

36 graus de dia, 28 graus à noite.

Um vento indigesto, quente e seco, de dia; nem uma brisa à noite.

A cortina do meu quarto parecia pregada à janela, e o lençol fino, uma flanela áspera. Nada trazia alívio. Nem vou falar da aflição com o suor que escorria na dobrinha do joelho, com o cabelo grudado na nuca.

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Para viver um caso de amor

O pedido ou a poesia no banco de madeira (Foto Pessoal)

Era outubro de 2015. Um vento desaforado arrastava as folhas secas pelo chão de concreto e  insistia em embaralhar os galhos das árvores que ciceroneiam os visitantes da Igreja da Santíssima Trindade, em Stratford-upon-Avon. Frank e Ivy passaram, provavelmente, muitas vezes por ali. Deixaram sua presença gravada em um banco de madeira, uma história que passa despercebida por olhares apressados, que pouco registram a natureza abundante ao redor daquele templo.

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O que teria sido

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Ted’s Point, Old Greenwich, USA (Arquivo Pessoal)

O que teria sido

O que teria sido

O que teria sido Continuar lendo “O que teria sido” →

Quando tudo isso passar…

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Quando tudo isso passar

talvez o desconhecido seja eu

pois já não calço os mesmos sapatos

nem me encaixo nos mesmos relatos Continuar lendo “Quando tudo isso passar…” →

O Processo

ilustração
Ilustração: autor desconhecido.

 

Mudança

Temida

Sentida

Inevitável Continuar lendo “O Processo” →

A beleza do vazio

 

Ele chegou de mansinho

sem aviso prévio

sem um assobio

sem burburinho Continuar lendo “A beleza do vazio” →

Oceano em mim

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Aquiraz (CE)

Basta fechar os olhos

para ouvir o oceano

vasto e esplendoroso

gentil e belicoso Continuar lendo “Oceano em mim” →

Entre excessos e carências da quarentena

 

Também confinado, Aurélio saiu, literalmente, do armário nessa quarentena. Foi um conselheiro leal, até se tornar… dispensável. A demissão, sem ao menos um “muito obrigada” ou “até logo”, impôs-lhe uma aposentadoria compulsória. Estava decretado o seu fim. Continuar lendo “Entre excessos e carências da quarentena” →

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