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Será que adoçamos o sorriso com a mesma intensidade com que salgamos às lágrimas?

Será que sorrimos para a vida com a mesma intensidade com que choramos com a morte?

Será que celebramos a presença com a mesma intensidade com que sentimos a ausência?

Será que desfrutamos da calmaria com a mesma intensidade com que mergulhamos na tormenta?

Será que abraçamos o desconhecido com a mesma intensidade que nos agarramos ao conhecido?

Será que confrontamos os (re)começos com a mesma intensidade com que nos deparamos com as despedidas?

Será que contemplamos o invisível com a mesma intensidade com que cultivamos o visível?

Será?

Será que rejeitamos a luz da mesma forma com que nos escondemos das sombras?

Será que lançamos elogios da mesma forma com que disparamos reclamações?

Será que contamos bençãos da mesma forma com que calculamos tragédias?

Será que demonstramos afeto da mesma forma com que manifestamos desdém?

Será que prezamos a ordem da mesma forma com que debochamos do caos?

Será que trabalhamos pela harmonia da mesma forma com que nos ocupamos com discórdias?

Será que nutrimos o silêncio da mesma forma com que alimentamos o barulho?

Será?