
A gente não gosta de pensar na morte
porque ela representa um corte
só que talvez não seja assim
ela pode não ser um fim
Continuar lendo “O Adeus”
A gente não gosta de pensar na morte
porque ela representa um corte
só que talvez não seja assim
ela pode não ser um fim
Continuar lendo “O Adeus”
fui sendo engolida
sem colocar medida
por uma força maligna
discreta e inimiga

Sinto-me em um amasso
não em um abraço
sufocada por um laço
que não me deixa dar um passo
Tu me roubas a vida
que fica bem menos colorida
sinto-me desprotegida
e distante da terra prometida
Meu antídoto contra ti é o sol
um verdadeiro farol
que me redireciona na estrada da vida
e me faz fortalecida
De ti sigo sem me despedir
mas já não preciso te agredir
minha fé é o elixir
pois minha alma descansa no porvir
**Poesia originalmente publicada no blog Mais um Café. Confira outras poesias, crônicas e contos clicando aqui.

Até onde vale a pena lutar
Até onde vale a pena insistir
Será que não é melhor descansar
Será que não é melhor desistir
Continuar lendo “Até onde…”
Mais um dia
de silêncio exterior
de balbúrdia interior
de asfixia

Quando foi que deixamos de nos maravilhar com a vida?
Quando foi que deixamos de enxergar o sol que pinta de dourado tudo que toca?
Quando foi que deixamos de notar as nuances de azul em um céu de outono?
Quando foi que deixamos de sentir o perfume que a terra exala ao ser tocada pela água gelada e cristalina?
Quando foi que deixamos de perceber como as folhas e flores reagem a convidados inesperados que em sua superfície pousam?
Quando foi que deixamos de sentir o beijo do vento em nossa face e o cuidado da terra sob os nossos pés?
Quando foi que deixamos de ouvir o canto da natureza e a melodia dentro de nós?
Quando foi que deixamos de olhar para o outro, sentado bem ao nosso lado?
Quando foi que deixamos de apreciar o calor do toque, o som da palavra, o brilho no olhar?
Quando foi que deixamos de apreciar o tempo que nos foi dado?
Quando foi que deixamos de nos sentir parte desse Todo?
Quando foi que deixamos de viver em sintonia?
Quando foi de que deixamos de brincar, de respirar, de conviver?
Quando foi?

Se posso fazer-te um pedido, peço que me respondas: Como fazer as pazes contigo e encontrar um abrigo para tantas prisões que levo comigo? Continuar lendo "A Ti, Tempo "