Respire fundo e imagine: você entra em uma sala, no último andar de um prédio. Sem saber o que lhe espera, segue uma trilha feita não de miolo de pão, mas de folhas de papel. Por alguns segundos, você se perde com a vista do lugar, um magnífico horizonte polido pelo sol. Só que há mais de uma voz ao fundo e elas atiçam sua curiosidade, convocando-lhe para seguir em frente.

O convite é para adentrar a uma máquina do recordações, feita simplesmente de palavras expressas em letras e sons por pessoas de várias idades, de diferentes partes do mundo. Você pode escutar, ler, tocar e se deixar mobilizar por cada mensagem. Há quem tenha deixado uma memória, uma declaração de amor, uma manifestação política, um hino de fé. Ao integrar esse movimento, deixa-se, consciente ou inconscientemente, uma parte de si. Essa é a experiência promovida pelo Museu de Arte Pré-colombiana e Indígena, em Montevidéu.

É isso que replico neste blog, também uma máquina do tempo que coleciona doces recordações.

Aceita meu convite?

Esse espaço é todo seu.