Ilustração de Francesca GanassiEla tem dia para chegar
mas também gosta de surpreender
aparecendo sem avisar
tentando mesmo me enlouquecer Continuar lendo “Infinda”
Ilustração de Francesca GanassiEla tem dia para chegar
mas também gosta de surpreender
aparecendo sem avisar
tentando mesmo me enlouquecer Continuar lendo “Infinda”

Dizem que a gente tem que aprender a silenciar em qualquer lugar – até no trânsito ou no escritório, nem que seja por um minuto apenas. Na praia, porém, é muito mais gostoso, principalmente depois de uma caminhada. Parece que uma parte da carga já foi descarregada e tudo fica mais fácil – respirar, escutar, se entregar. Continuar lendo “O amor é uma via de mão dupla”

“Está estranho” – olhou-me nos olhos e repetiu – “Tá tudo muito estranho”. Foi assim que Pereira quebrou o silêncio. Até o ano passado, ele tirava cerca de 300 reais todas as manhãs com o seu táxi. Só que “tudo” mudou: no dia anterior, rodou das 5 às 22h e acumulou somente 75 reais, sendo que 50 ficou no posto de gasolina. Continuar lendo “A Economia do Amor”

a sensação inicial é a de que
um fusível do nosso coração se apagou. Continuar lendo “Quando uma estrela acende no céu”

Ela foi vista pela primeira vez no extremo norte de Guarulhos. Estava coberta de machucados, assustada e, ainda assim, incapaz de qualquer agressão ou reação. Foi chamada de Sofia, que, em grego, significa sabedoria. Passou por lares temporários até ser encontrada, com ajuda de uma rede social, por aqueles que prometeram lhe dar morada eternamente. Foi assim que ela se tornou Aisha, que carrega, em árabe, o significado de “a que tem vida ou a que vive”. Continuar lendo “A que vive”

A cena não passou impune, mesmo com a neurastenia imposta pelo engarrafamento e calor extremo. Em um mundo onde os mandamentos são estraçalhados diariamente, por meio de palavras e ações, pequenos gestos e breves silêncios tornam-se gigantes demonstrações e barulhentos sinais de luz e esperança.
Em uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo, sob o sol escaldante e sobre o asfalto incandescente, o funcionário do supermercado permanecia de mãos dadas com o senhor de bengala à espera da permissão para a travessia de pedestres. Com os dedos entrelaçados, ambos mantinham o olhar para o mesmo ponto, lá adiante, comungando do mesmo futuro.
Pela expressão do jovem funcionário aquela não parecia ser mais uma obrigação ou um simples serviço. Via-se ali o respeito e o cuidado com um irmão mais velho, vestido como um garoto, com bermuda e meias esticadas até a canela. Juntos, eles eram a prova de que somos feitos de amor e podemos expressá-lo, mesmo em tempos sombrios e desafiadores. Basta descruzar os braços e esticar as mãos.

Tem gente que tira sabático para se encontrar, para viver novas experiências, para descobrir o mundo. Luciane adicionou a essa lista mais um motivo: ser mãe. A chegada da sua caçula despertou a coragem para redefinir suas prioridades e investir em TEMPO – para os filhos, para a família, para si. Leia Mais
O prato favorito de Fidel é arroz, que pode ser substituído por batata doce ou inhame, com fígado de boi. A finalização é feita com salsinha fresca e uma gota de óleo de coco para dar um toque gourmet. Abóbora cabotiá e sardinha, sempre natural e sem um pingo de conservante, também são muito apreciados por este vira-lata de aproximadamente quatro anos. O cardápio de Fidel, mais saudável que de muitos humanos, é preparado pela dona mãe Patrícia. Leia Mais