flynn #12

Como posso fazer a diferença? Minha contribuição não é muito pequena?

Todo mundo já refletiu sobre essas duas perguntas e se perdeu em frustração ou se sentiu completamente incapaz. E isso também acontece quando você é apresentado à Flynn.

Ela é advogada internacional de Direitos Humanos, além de empreendedora e inovadora social. Quando você olha para o currículo dela, bate um desespero: London School of Economics and Political Science, Berkeley, Georgetown University, l’Université Cheikh Anta Diop de Dakar, Sorbonne, Université de Genève, Trinity College e Pontificia Universidade Católica do Chile.

Tome fôlego, porque tem mais: Flynn criou três empresas, é professora e ainda encontra tempo para ser voluntária. Se isso for importante para você: sim, ela também é magra e linda, com uma pele de pêssego e longos cabelos encaracolados.

De alguma forma, porém, você deve deixar isso tudo de lado e encontrar tempo para realmente conhecê-la. Acompanhar como seus olhos se iluminam quando ela conta suas histórias — entre elas, a passagem pelo Haiti, após o terremoto de magnitude 7.

Dá para imaginar o que Flynn encontrou naquele país ao tomar conhecimento que, cinco anos depois, eles ainda estão tentando limpar os vestígios da destruição na capital Porto Príncipe. O terremoto aconteceu às 16h53 do dia 12 de janeiro de 2010, deixando 316 mil mortos e 1,5 milhões de pessoas completamente desabrigadas.

Eu sei o que você está pensando: o currículo dela fez toda diferença naquela situação. Mas não.  “Eu fiz algo que eu sabia como fazer: eu ajudei a dar uma festa para crianças em idade escolar e suas famílias em Léogâne”, conta Flynn. A 32 km da capital, esta foi uma das regiões mais afetadas pelo terremoto. 

O Natal estava chegando e, em meio a tanta toda a dor e tristeza, Flynn viu a oportunidade de trazer um pouco de felicidade para aquelas pessoas.  Foi uma opção dela voar até aquele país e se juntar a um grupo de voluntários para embalar presentes e organizar a festa, que aconteceu em uma escola, para as famílias, os amigos e a comunidade em geral. Eles distribuíram presentes, brincaram, dançaram, cantaram e, por um tempo pelo menos, voltaram todos a ser apenas crianças felizes.

Portanto, se você ainda tem dúvida sobre o seu poder de tocar a vida de outra pessoa, ainda que seja só uma vida, lembre-se do que Dalai Lama, o inspirador Prêmio Nobel da Paz, sempre diz: “Se você pensa que é pequeno demais, tente dormir com um mosquito “.