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Doce Viagem

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A Dona da Casa dos Sonhos

Era uma vez uma menininha que ficou muito doente e foi obrigada a passar três meses trancada em casa. O pai tentou distraí-la com um presente muito especial: uma coleção de contos de fada. Sem familiaridade com letras, Ângela foi abduzida pelas ilustrações, que espantaram para longe a dor, a tristeza e a solidão. Essa experiência ficou tão viva na sua memória e no seu coração, que ela decidiu na vida adulta criar um lugar onde sonhos e desejos se tornam realidade: a Casa de Livros. Continuar lendo “A Dona da Casa dos Sonhos”

Abandonando o “tem que”

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Mas quem é que entra na praia de calça jeans?

Como a agenda já não suportava mais a quantidade de listas, os lembretes começaram a ocupar outros locais: o celular, o bloquinho que levo na bolsa, outro que fica no criado-mudo e o caderno de trabalho, sem contar os post-its espalhados pela casa. Em algum momento, eu aprendi que essa é a única forma de evitar uma traição da memória e cumprir todas as tarefas da vida profissional, da casa, da família ou pessoal. Só que essa eficiência tem um custo. Continuar lendo “Abandonando o “tem que””

Idade é só mais uma convenção da sociedade

“Você não conhece a pessoa ao seu lado, mas vocês têm algo muito forte em comum. Por isso, deixem a timidez para lá”, avisou o guia. A frase mal havia terminado e já sentia seus olhos em mim. Havia tanta determinação ali que não restava dúvidas: eu não teria como escapar. Logo eu, naturalmente desconfiada, declaradamente introvertida e, eventualmente, anti-social. Continuar lendo “Idade é só mais uma convenção da sociedade”

A escrita que liberta e cura

Quando era menina, Bruna preenchia diários e mais diários com seus pensamentos e aventuras. A prática se tornou tão prazerosa que virou profissão. Autora de quatro livros, incluindo a biografia de Sidney Magal e Roberto Menescal, ela nunca abandonou o mergulho interior – pelo contrário, percebeu que, ao ampliar o olhar sobre o seu universo, seu ofício saía ganhando. Incansável, formou-se em Psicanálise e se dedica hoje, entre outras atividades, a ajudar pessoas na busca pelo autoconhecimento através da escrita. Trata-se da Escritoterapia. Continuar lendo “A escrita que liberta e cura”

Uma pessoa simples, mas complexa, é aquela…

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… que odeia arrumar a cama, mas não aguenta dormir nela amassada; que cansou de gastar dinheiro com cartomante, mas não resiste à Susan Miller; que sente medo da solidão, mas já planeja a próxima viagem sozinha; que compra chocolate belga, mas se esbalda mesmo é com aquela caixa da Nestlé; que é capaz de comer um tomate por refeição, mas não suporta o suco desse fruto; que odeia pé, mas se rende à reflexologia; que não troca por nada o contato pessoal, mas acredita que nada leva mais alento para a alma a uma carta bem escrita; que ama Frank Sinatra, mas se acende mesmo é com um Zeca Pagodinho; que desconfia e se decepciona com pessoas, mas não deixa de se importar com elas; que se considera chocólatra, mas não na forma de sorvete; que vive inquieta, mas sente paz no silêncio; que não larga o iphone, mas se entorpece com cheiro de livro; que odeia barata, gafanhoto e mariposa, mas se encanta com a anatomia da lagartixa na janela de vidro; que prefere calça, mas ganha elogios com a saia rodada; que conta os fios brancos na cabeça, mas esconde com corretivo as espinhas; que adora um bistrô, mas não nega um macarrão com salsicha; que adora frases feitas, mas brada por criatividade; que gosta de palavras, mas grava mesmo fotografias; que gasta com um Kerastase, quando seu cabelo responde a um Fructis; que leva a vida a sério demais, mas procura fazer dela poesia.

A que vive

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Ela foi vista pela primeira vez no extremo norte de Guarulhos. Estava coberta de machucados, assustada e, ainda assim, incapaz de qualquer agressão ou reação. Foi chamada de Sofia, que, em grego, significa sabedoria. Passou por lares temporários até ser encontrada, com ajuda de uma rede social, por aqueles que prometeram lhe dar morada eternamente. Foi assim que ela se tornou Aisha, que carrega, em árabe, o significado de “a que tem vida ou a que vive”. Continuar lendo “A que vive”

O negócio dela é velocidade

Bárbara, do blog Velocidade, realizando o sonho das 500 Milhas de Indianápolis

Aos 14 anos, Babi se deu conta de que não sonhava com o vestido rodado e pomposo da festa de debutantes, mas com o ronco do motor dos carros de Fórmula 1. Ela, que até tem carta de motorista, mas não encara o volante pelo nervosismo das vias paulistanas, não sabe como essa paixão começou – só que rende, desde então, muitos frutos, incluindo um blog, um podcast, amizades e muitos sonhos. Continuar lendo “O negócio dela é velocidade”

Ao pisar nas terras dos seus ancestrais…

Karine descobriu mais emoções do que pode descrever. Seu objetivo era somente conhecer melhor a cultura, a língua e o jeito de ser da Lituânia, nação dos bisavós maternos Pranas e Marijona. O avião ainda taxiava em Vilnius, a capital do país, quando uma série de sentimentos e memórias disparam em seu coração e mente.  Continuar lendo “Ao pisar nas terras dos seus ancestrais…”

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