depois de dois verões
o inverno chegou
a neve lá fora
alonga os minutos aqui dentro
Continuar lendo “Folha em branco”depois de dois verões
o inverno chegou
a neve lá fora
alonga os minutos aqui dentro
Continuar lendo “Folha em branco”
Foto: @tatirlima
Da visita da joaninha bem-vestida
Do contágio pela música no rádio
Do alívio com a garoa fina
Da cura de um abraço apertado
Do cheiro de café que inebria
Da fruta roubada do pé
Do destempero das maritacas
Do olhar de quem arde de paixão
Dos retratos amarelados de outrora
Do propósito inabalável das formigas
Da alquimia de temperos na cozinha
Da sabedoria silenciosa de uma árvore
Da dor na barriga pela gargalhada
Do encanto do simples e essencial
Da santidade de um beija-flor
Da surpresa do inesperado
Da lágrima corajosa de uma emoção Da leveza da borboleta se despedindo da vida

Quem já assistiu Enola Holmes 2 deve ter se divertido com a cena do baile, em que a irmã caçula do investigador mais famoso do mundo descobre que o leque não era utilizado somente como acessório de moda ou para trazer algum refresco para os dias, tardes e noites mais quentes. Os abanadores expressavam sentimentos e intenções da dama para o cavalheiro.
Continuar lendo “Enola Holmes e a linguagem do leque”O céu ainda está escuro quando ele se senta em frente à janela do segundo andar do sobrado cor de terra. Passa o dia a observar o horizonte, sem esboçar uma reação, além de um discreto sorriso, perceptível pela covinha atrevida na bochecha direita. Parece inerte, quase apático, mas a verdade é que o seu interior está inundado pelo mundo à sua frente – a temperatura, os cheiros, os barulhos, os seres.
Continuar lendo “A janela no homem”A jovem sentada à beira do rio tinha os olhos no balanço das águas ou, pensei, nas batidas da música que escapava pelos discretos fones. Seu cabelo liso escondia o rosto lavado por lágrimas, derramadas por um passado que teimava em se fazer presente. Seu olhar não conseguia disfarçar a tristeza que lhe acometia e que por tantos passava despercebida.
Continuar lendo “O rio”As estações da vida
não são como as da natureza
são menos definidas
repletas de incertezas
É difícil olhar adiante
pois tudo muda de repente
um único instante
parece durar para sempre
Continuar lendo “Estações da Vida”Tirei essa foto na porta de uma igreja enquanto espiava o casamento de um jovem casal. O noivo chegou acompanhado dos amigos, em motos que rosnavam. A noiva foi mais discreta, em um carro pequeno, onde só havia espaço para ela e os pais. Quando entrou na igreja, ele chorou copiosamente. As lágrimas de amor dele provocaram os neurônios-espelho dos demais, inclusive de quem nem os conhecia. 0/
Continuar lendo “O Amor”
Assim como o cinema toma lá suas liberdades, o mesmo ocorre com as artes plásticas. O famoso quadro de Pedro Américo, que ilustra nosso imaginário com o ocorrido há exatos 200 anos, às margens do Ipiranga, não é uma representação fiel do que realmente aconteceu . “Na época, a construção de uma identidade nacional raramente era feita mostrando-se à realidade nua e crua dos eventos históricos”, explica Pedro Rezzutti em “D. Pedro – A história não Contada”.
Continuar lendo “Amadurecimento ou Morte”