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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Dose Extra

A viagem

Foi em um 14 de agosto, há exatos 200 anos, que D. Pedro partiu para apaziguar ânimos em SP.

Ao lado do pai e da avó, foi o primeiro príncipe de uma casa real europeia a por os pés no Novo Mundo. Foi descrito por um embaixador francês como “uma pomba em meio a corujas”. Seu biógrafo Paulo Rezzutti diz que ele era um “homem impulsivo, de riso fácil, de educação abrutalhada e sem refinamento.”

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Adocica, meu amor, adocica

Fonte: Dreamstime

Li, recentemente, a história de um grupo perseguido e expulso das terras onde vivia. A palavra “refugiados” não existia naquela época, por volta do século VII. Ainda assim, como hoje, a chegada dessas pessoas “estranhas” à costa oeste da Índia foi tumultuada, pois muitos moradores se mostraram contrários à permanência deles ali.

Diante do burburinho, o rei chamou o grupo para uma audiência, na qual expressou sua preocupação da seguinte maneira: “Este copo de água sobre a mesa é o meu reino. Está cheio de água, está cheio de gente. Não há espaço para mais água, não há espaço para mais pessoas.”

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A quem possa interessar

Em minha vaga lembrança de menina, minha avó morava em uma pequenina casa de abóbora, em meio a árvores esguias e flexíveis como bailarinas. Em um dia úmido de primavera, convidou-me para um passeio nos fundos, onde o mato estava tão alto que espetava minhas pernas e arranhava os meus braços. Ela parou junto a uma mesa e duas cadeiras já enferrujadas.

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Promessa à Lua

Venho hoje pagar uma promessa à lua, que sempre me recorda da fábula dos quatro amigos: o coelho, o furão, o sagui e o lobo.

Eles adoravam se reunir sob as estrelas e contar os causos ocorridos nos vales e florestas. Mais sábio, o coelho falava de coisas que ninguém mais entendia, como os mistérios da natureza.

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O tempero da vida

Julia Child (autoria da foto desconhecida)

Imagine você que Julia Child morreu em 2004 e nós, ainda, estamos encantados por ela – não só pelas receitas, mas principalmente pela personalidade.

Em “Julie & Julia”, de 2009, ela já tinha fincado uma bandeira no meu coração. Eu cheguei a comprar a autobiografia dela, “Minha vida na França”, tamanho o impacto causado por Nora Ephron e Meryl Streep na versão cinematográfica da obra de Julie Powell.

A HBO Max resgatou-a mais de uma década depois, deixando mais claro para mim a fonte do sucesso da culinarista: a paixão pela vida expressa nos pequenos detalhes.

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No parque

João Cabral/Pexels

O céu já estava escuro, quando passos começaram a ecoar pelo parque vazio.

“Só pode ser um homem”, sussurrou o menino, tentando injetar personalidade àquele eco, ora desalinhado, ora batuta, como se aquele ser corresse de alguma coisa ou para alguma coisa.

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Memórias úteis de um passado recente

Arte por Society6

Dizem por aí que La Niña será implacável este ano. A queda brusca de temperatura nos últimos dias foi somente uma amostra do que nos aguarda. Já que hoje é dia de #tbt, vale trocarmos aprendizados da última frente fria. Por exemplo:

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Não é feitiçaria; é culinária ou gastronomia

Você sabia que aquelas bolinhas disformes e cabeludas, conhecidas como inhame, foram trazidas da África pelos portugueses, mas são cultivadas na Índia desde 5 mil anos antes de Cristo?

Nós não aprendemos isso na escola, nem somos expostos às propriedades e aos benefícios da variedade de legumes e verduras da nossa terra. Sabedoria esta que os nativos sempre tiveram e passaram de geração em geração.

Estou cada vez mais convencida de que a facilidade de abrir uma lata ou pacote de alumínio, ou ainda de ter comida pronta com poucos cliques no aplicativo, inibe a criatividade. Jamais imaginaria que seria possível transformar aquela bolinha suja de terra em um creme a ser usado em massas, risotos ou pães. Ou que o inhame seria a base até… de um brigadeiro.

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