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Doce Viagem

O melhor da vida na nuvem

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Paulistanos Anônimos

E você? Escutou o chamado?

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Foto do Pixabay/Makunin

Telma escutou. E morra de inveja: aos 15 anos. Ali, ainda adolescente, ela já sabia qual seria sua missão: ajudar a transformar a vida das pessoas. Com esse objetivo em mente, entrou na faculdade de Psicologia. Quando terminou, achou que ainda lhe faltava algo, uma análise mais critica, e então mergulhou na Psicanálise. Só que… Continuar lendo “E você? Escutou o chamado?” →

Infinda

Ilustração de Francesca Ganassi

Ela tem dia para chegar

mas também gosta de surpreender

aparecendo sem avisar

tentando mesmo me enlouquecer Continuar lendo “Infinda” →

A Economia do Amor

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“Está estranho” – olhou-me nos olhos e repetiu – “Tá tudo muito estranho”. Foi assim que Pereira quebrou o silêncio. Até o ano passado, ele tirava cerca de 300 reais todas as manhãs com o seu táxi. Só que “tudo” mudou: no dia anterior, rodou das 5 às 22h e acumulou somente 75 reais, sendo que 50 ficou no posto de gasolina. Continuar lendo “A Economia do Amor” →

Memórias de outra vida?

Ou só de uma menina, que sentava no fundo da sala, enquanto ouvia o professor de cabelos tão brancos quanto a neve falar sobre planícies, pampas, rochas, picos, formações vulcânicas e montanhas? Continuar lendo “Memórias de outra vida?” →

[Paulistanos Anônimos] Senhor do destino

Chegou como qualquer outro passageiro, somente em busca de seu assento. Não demorou muito para sacar da sacola uma revista e uma lupa. Escorregou seus olhos por cada palavra, sem pressa ou vergonha. Saciou sua fome de conhecimento ao espremer cada sílaba cuidadosamente.

Ninguém mais parece ter percebido a cena – tampouco a moça, que se sentou ao seu lado por um tempo. Ele, com certeza, nem se deu conta de outro ser vivo ao seu redor, pois não desviou o seu olhar por um minuto sequer. Estava completamente entregue ao momento, hipnotizado pelo alimento à sua frente.

Era o senhor do próprio destino, incólume à ansiedade do mundo atual, comprometido exclusivamente com nada além do seu tempo.

 

[Paulistanos Anônimos] Além dos olhos

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Para ter valor, uma joia não precisa de uma caixinha turquesa com fita branca

Em meio à agitação da Avenida Paulista durante um domingo de sol, uma joia rara foi adquirida por um comprador com gosto refinado, olhar preciso e mãos delicadas. O item, criado há muitos séculos em algum canto da Alemanha, era único, o que deixou outro cliente frustrado pela oportunidade perdida.  Continuar lendo “[Paulistanos Anônimos] Além dos olhos” →

[Paulistanos Anônimos] Paixão não se discute

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Foto ilustrativa
No dia do jogo da seleção brasileira de futebol em São Paulo, o trânsito só não ferveu mais que os ingressos da partida. Mesmo custando entre R$126 e R$650, não sobrou um. “Sabe o que eu acho, moça”, disse o taxista, sem desviar os olhos do tráfego. “Paixão não se discute. Quando a gente gosta, paga o preço que for. Não tem crise que segure”. Você já deve imaginar que esse senhor, com ralos cabelos brancos, advoga em causa própria. E não é pelo futebol, não. Com uma risada tímida e uma espiadinha pelo retrovisor, ele revela o verdadeiro objeto do seu afeto: uma horta.   Leia Mais

[Paulistanos Anônimos] A pessoa da baia ao lado

Eles dividiam o mesmo espaço, mas viviam em universos distintos. Ele era de um departamento e só falava com a rapaziada, que era completamente ignorada por ela, que vivia em outro mundo e preferia outros papos, com outras pessoas. O território de um começava onde acabava a mesa do outro. Parecia que um muro invisível havia sido erguido. Sentavam-se lado a lado, mas nunca se comunicavam. Não trocavam um bom dia, um com licença, nem um até logo.  Leia Mais

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